A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 04/11/2020

Segundo a Lei da Inércia, de Issac Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da Física, é possível perceber a mesma condição no que concerne ao problema da educação financeira, uma vez que, segundo o site oul.com, há aproximadamente um aumente de 2 milhões de brasileiros endividados por ano, que se segue sem uma intervenção que o resolva. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a mentalidade social e a falta de conhecimento.

Em primeiro plano, é preciso atentar para lenta mudança de mentalidade presente na questão. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que há um tabu na sociedade ao falar sobre dinheiro, influenciado pelo pensamento coletivo. Dessa forma, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social que não se fala sobre questões relacionadas ao gerenciamento de suas finanças, a tendência é adotar esse comportamento, o que torna sua solução ainda mais complexa.

Outrossim, a falta de conhecimento sobre economia, como ela interfere no dia a dia e sua relevância para o desenvolvimento do país, dificulta ainda mais a resolução do problema. Isso pode ser explicado pelo filósofo Schopenhauer, que defende os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo, isto é, se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre a importância da educação financeira, sua visão será limitada, contribuindo ainda mais para o aumento da inadimplência dos cidadãos do país.

Portanto, indubitavelmente medidas são necessárias para resolver esse imbróglio. Logo é necessário que prefeituras, em parceria com governo do estado, proporcionem a criação de oficinas educativas, a serem desenvolvida na semana cultural dos colégios municipais e estaduais. Esses eventos podem ser organizados por meio de atividades práticas, como teatro, dinâmicas e jogos, de modo a proporcionar a valorização da organização financeira, além de palestras de economistas, a fim de efetivar a elucidação da população sobre o tema. Só assim, haverá uma força necessário que levará o Brasil sair da inercia.