A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 21/09/2020

Segundo a música “3° Pessoa do Plural”, dos Engenheiros do Hawaii, a satisfação com as compras em excesso é garantida e a obsolescência é programada, ou seja, os produtos são feitos para estragar com maior agilidade e as pessoas sentirem a necessidade de comprar. É certo que o consumo exagerado está diretamente ligado a precária educação financeira. Dessarte, afim de mitigar os problemas relacionados a falta de educação financeira no cotidiano, os quais reverberam prejuízos à aldeia global, tornam-se indispensáveis ações estatais e sociais. Outrossim, o consumismo e a inadimplência com os débitos são aspectos relevantes a serem analisados para fundamentar a importância da educação financeira.

Mormente, o consumismo afeta diversas áreas de uma sociedade, além dos aspectos financeiros há também desgaste ambiental e psicossocial, já que os indivíduos são categorizados pelos seus adereços. Consoante Erich Fromm, filósofo alemão, em seu livro “Ser ou Ter” as pessoas se destacam pelo poder aquisitivo, em contraponto, no passado o enfoque era nas características e dons pessoais. Com efeito, os símbolos de poder causam insatisfações, pois frequentemente são associados a integração em determinado grupo. Em contraste, esses utensílios nem sempre são necessários, de tal forma que o meio ambiente carece de sustentabilidade e excede em dejetos. Desse modo, a educação financeira é uma forma plausível de demonstrar a necessidade do consumo consciente.

Ademais, a inadimplência com os débitos é um obstáculo para o crescimento econômico, visto que o saldo negativo ocasionado pelo não pagamento de faturas impede a realização de diversos mecanismos. Segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e a Confederação Nacional de Dirigentes e Lojistas (CNDL), 3 em cada 10 consumidores fazem compras como forma de lazer favorito. De fato, comprar é um ato prazeroso, contudo a falta de administração do dinheiro faz adultos adquirirem mercadorias sem analisar as finanças antecipadamente. Sendo assim, o auxilio na administração do rendimento financeiro e nas formas de investimento são fundamentais para evitar gastos em demasia.

Em suma, é prioritária assegurar a educação financeira para os cidadãos. Portanto, compete ao Ministério da Educação em conjunto com as mídias sociais promover o ensino a educação financeira, por meio de aulas e campanhas, as quais priorizem a educomunicação -estrutura estudantil que integra educação com tecnologia-, com o fito de gerar maior interesse dos alunos nos conteúdos ministrados em sala de aula. Assim, obter-se-á uma sociedade mais educada financeiramente, na qual não será influenciada pela sociedade de consumo da música “3° Pessoa do Plural”.