A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 15/09/2020

No Brasil, conforme dados do Serviço de Proteção ao Crédito, mais de 40% da população já teve seu CPF negativado por dever contas aos bancos nacionais. Nesse caso, fica nítida a dificuldade administrativa do cidadão brasileiro, em que seus gastos indevidos ocasionam déficit econômico e prejudicam futuras transações por possuir o nome sujo. Com isso, é clara a problemática que a falta de educação financeira gera no desenfreado consumismo brasileiro.

Nesse âmbito, a educação administrativa tem grande papel na política-econômica brasileira, e programas para a inclusão dessa matéria no ensino básico e fundamental já estão sendo tratados no Congresso. Entretanto, conforme o filósofo Aristóteles, o qual disse que “a educação tem raízes amargas, mas seus frutos são doces.” fica evidente que, mesmo com a implantação, ainda demorará para colher-se os resultados esperados dessa tal medida. Contudo, com a amplitude e didática correta é possível gerar melhores produtos para a sociedade brasileira, sendo praticável o auxílio dos jovens aos mais velhos, ensinando-os a poupar e usar corretamente o dinheiro, como foi mostrado nas escolas.

No entanto, para uma educação financeira obter os melhores resultados possíveis socialmente, é imprescindível o combate à cultura do consumismo exacerbado, que após a globalização tem ganhado força e a posse de bens de consumo virou sinônimo de ostentação.  Nesse contexto, segundo Karl Marx, a desvalorização do mundo humano ocorre proporcionalmente a valorização do mundo das coisas. Logo, é necessário uma valorização da cultura do saber, ao mesmo tempo que há uma negligência ao consumismo irrelevante  para a ascensão do mundo humano.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação implantar reformas no sistema educacional brasileiro, por meio de medidas públicas, a fim de gerar o maior alcance da educação financeira na sociedade atual. Também é possível a liberação de conteúdos gratuitos, como PDF’s e reportagens, para a politização da população, mostrando os males do consumismo exagerado e os caminhos possíveis para a emancipação monetária.