A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 14/09/2020

De acordo com o filósofo alemão Immanuel Kant, “o homem é aquilo que a educação faz dele”. Nesse contexto, no Brasil contemporâneo observa-se a necessidade de uma melhor educação financeira desde a adolescência, de forma que os cidadãos cheguem à vida adulta com um conhecimento mais apurado a respeito de investimentos  e com melhores noções de gasto consciente para evitar endividamentos.

De fato, ter mais informações sobre como investir dinheiro gera melhores condições de vida para o cidadão. Nessa conjuntura, em sua obra “Pai Rico, Pai Pobre”, o americano Robert Kiyosaki diferencia investimentos passivos, aqueles em que gasta-se dinheiro, de investimentos ativos, aqueles em que recebe-se dinheiro, ressaltando a necessidade de gastar o mínimo com bens passivos e o máximo com bens ativos, de forma que a pessoa venha a ter maior estabilidade financeira. Logo, é fundamental que haja empenho governamental no que tange à educação da população quanto a investimentos.

Sob essa óptica, conhecimentos mais fundamentados sobre uso consciente de crédito são imprescindíveis para evitar endividamentos. Segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), cerca de 60% das famílias brasileiras encontram-se em situações de endividamento, o que denota o amplo despreparo do cidadão brasileiro quanto ao equilíbrio de seus gastos, muitas vezes dando prioridade a futilidades em detrimento de bens essenciais, situação essa que não ocorreria com pessoas instruídas em finanças.

Assim, urge que o Poder Público promova uma maior educação financeira na população no geral, com a implementação do ensino de finanças na grade curricular do ensino fundamental e também por meio de palestras e oficinas grátis que instruam os cidadãos quanto a necessidade de gerenciar seus próprios gastos e investir seu dinheiro, com o fito de formar indivíduos capazes de administrar seus próprios bens e não se endividarem, tendo, assim, melhor qualidade de vida.