A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 11/09/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Entretanto, o que se observa no Brasil é o oposto do que o autor prega, em decorrência da falta de educação financeira ao longo da vida da população, situação que existe devido a ignorância familiar sobre o assunto além de ser algo pouco abordado no currículo básico escolar. Assim,hão de ser analisados tais fatores para mitigá-los de maneira eficaz.
É relevante abordar, primeiramente, que pais com pouca instrução financeira não sabem a importância de tal conteúdo para seus filhos. De acordo Émile Durkheim, o indivíduo é construído socialmente a partir de suas experiências e aprendizados até a fase adulta. Nesse sentido, se uma criança cresce aprendendo que educação financeira é algo irrelevante, ela também irá propagar isso. Esse cenário, gera um exército de pessoas que não sabem lidar com dinheiro e que, consequentemente, entram para estatísticas, como a noticiada pelo jornal UOL, aonde 41% dos brasileiros em fase adulta fecharam o ano de 2018 com seu nome negativado devido a contas atrasadas.
Ademais, saúde financeira é algo negligenciado nas escolas. Conforme pensamento de Kant, o progresso de uma nação está intrinsicamente ligado à autonomia social dos cidadãos que a compõem. Sob essa visão, é possível afirmar que uma pessoa bem instruída durante seu processo educacional será um indivíduo menos dependente do Estado durante sua vida adulta, pois aprendeu a gerir melhor os vários âmbitos da sua vida. Desse modo, fica evidente que uma pessoa sem conhecimento de finanças terá pouco progresso financeiro e contribuirá menos para o progresso da nação.
Infere-se, portanto, que medidas exequíveis são necessárias para melhorar a educação financeira dos brasileiros. Nessa perspectiva, é mister a atuação do Governo Federal na implementação de aulas sobre a educação financeira no currículo escolar obrigatório, além de promover projetos e programas de visitação em moradias por profissionais da área, como economistas e gestores, visando atingir indivíduos já adultos levando conhecimento até essas pessoas; tais ações devem ser realizadas por meio de projeto de lei – que é a melhor maneira de tomar decisões e beneficiar a população. Ademais, cabe ao Ministério da Educação estimular o pensamento financeiro na sociedade por meio de palestras nas escolas e propagandas em telejornais, evitando a entrada da população no mundo consumista sem um senso consciente pré-formado. Assim, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da educação financeira, e a coletividade alcançará a Utopia de More.