A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 07/09/2020

No Brasil 41% da população adulta terminou 2018 com o nome negativado, ou seja, devendo, de acordo com o SPC (Serviço de proteção ao credito). Esse número mostra a dificuldade enfrentada por grande parte da população Brasileira quando o assunto e finanças. O Brasileiro, sai da escola e sem saber o que é o dinheiro, como usa-lo, como administra-lo, como fazer o dinheiro render, como empreender. Um problema enfrentado por praticamente qualquer Brasileiro, principalmente os mais jovens, e que exemplifica esse problema,  é a dificuldade para fazer operações bancárias básicas, afinal qual é a diferença entre TED e DOC?

É um fato: O Brasileiro não sabe administrar o dinheiro, independente da idade, o indivíduo continua se endividando, comprando mais do que necessita, gastando mais do que ganha, e obviamente, não poupando nem um centavo. Por consequência dessa falta de conhecimento na hora de lidar com o dinheiro, muitas pessoas, por exemplo, acabam tendo que fugir do cartão de credito, uma vez que, por não verem o dinheiro (físico) “indo embora”, essa pessoas tendem a gastar mais deveriam.

Por um outro lado, além do Brasileiro não saber como poupar seu dinheiro, ele também não sabe que é possível fazer o dinheiro “trabalhar por ele”. Isso vem como uma consequência do termo “investimento”, ser algo desconhecido por grande parte da população Brasileira, que o tem como algo exclusivo dos milionários. De acordo com a matéria de 2019 do R7, menos de 1% da população Brasileira investe na bolsa de valores, enquanto nos Estados Unidos esse número chega a 54%. Por decorrência desse desconhecimento sobre o que é investir, as portas para oportunidades que poderiam complementar, de forma significativa, a renda do cidadão Brasileiro se fecham.

Em síntese, é de suma importância para o bem-estar dos futuros cidadãos, e do Brasil, como um países, que as escolas empreguem a educação financeira, que já faz parte da Base Nacional Comum Curricular, de forma eficiente e didática, fragmentando o tema e dosando de forma adequada a cada idade, a fim de que o aluno se interesse pelo conteúdo, e não o veja como algo chato e inútil. Além disso, é importante que o Estado atue de forma mais direta nesse tema, promovendo palestras, workshops e cursos aos educadores, capacitando-os a capacitar as futuras gerações a fim de que o aluno sai da escola capaz de gerir sua vida financeira, permitindo-o estudar, trabalhar, empreender e conquistar seus objetivos.