A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 04/09/2020
Consoante o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), cerca de 62,6 milhões de brasileiros terminaram 2018 com o nome sujo. É evidente que, essas taxas altas estão relacionadas com a desvalorização da educação financeira na vida do cidadão. Com efeito, nota-se o elevado número de cidadãos consumistas e endividados. Assim, cabe a análise acerca de causas, consequências e possível solução da problemática.
Mormente, é importante ressaltar que a educação financeira vem sendo negligenciada nas escolas. De acordo com Durkheim, o indivíduo é construído socialmente a partir de suas experiências e aprendizados até a fase adulta. Sob esse viés, o indivíduo que é construído sem aprendizados sobre saúde financeira se torna um cidadão que não sabe administrar os rendimentos. Dessa forma, a escola como instituição educadora deve ensinar os cidadãos sobre o mercado financeiro.
Vale também ressaltar, o consumo exagerado que é estimulado desde a infância. Segundo Rousseau, ´´O indivíduo é fruto do meio em que está inserido.´´ Desse modo, o homem é corrompido pelos intempéries sociais em que se encontra. Hodiernamente, o homem é inserido em uma sociedade gananciosa e consumista, em que o ter, é mais importante do que o ser. Dessa maneira, os indivíduos são moldados inconscientemente desde a infância, gerando adultos consumistas e endividados que não sabem investir.
Depreende-se, portanto, que a educação monetária é importante e necessita de mais atenção. O Ministério da Educação deve incluir a educação financeira como matéria obrigatória na rede de ensino, e divulgar, por meio de palestras que tratem da importância do mercado financeiro, tendo como palestrantes, economistas e administradores. Além disso, a população deve ter um consumo consciente e procurar ter conhecimento sobre finanças. Espera-se com isso que os brasileiros saibam valorizar o capital e administrar corretamente os rendimentos.