A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 03/09/2020

O Brasil ocupa, atualmente, a décima posição no raking do Índice de Gini, indicador na ONU responsável por medir o grau de desigualdade econômica entre as nações. Dessa forma, embora o PIB, produto interno bruto, seja consideravelmente alto, o país é marcado por uma realidade em que grande parte da população vive em situação de pobreza. Ou seja, o problema no país não é sua capacidade orçamentaria, mas a má distribuição de seus recursos entre a população. Por isso, faz-se necessário mudanças estruturais que visem melhorar o balanço do dinheiro entre as diferentes classes sociais, fato que deve acontecer por meio de um avanço na educação financeira de toda a população.

Dentre os fatores que levam à essa necessidade urgente de se educar financeiramente as pessoas, é o fato de muitas pessoas estarem com score baixo no Serasa, órgão responsável por medir se o indivíduo é um bom pagador de crédito ou não. Isso é um problema, pois representa que uma grande parcela populacional não preza por manter suas dívidas em dia, fazendo com que os altos juros compostos, modalidade mais comum no caso de empréstimos, cresçam, por meio do tempo, de forma exorbitante, deixando pequenos financiamentos cada vez mais difíceis de serem pagos. Assim, é importante que os órgãos públicos trabalhem para demonstrar à população que tomar um empréstimo deve ser algo muito bem estudado, já que as taxas são, geralmente, muito altas, podendo gerar um prejuízo contábil além do esperado.

Alem disso, a educação financeira também é importante para aqueles que já tem um parcela de dinheiro acumulada. Isso ocorre, pois, de acordo com o Banco Central, mais de 80% da população mantêm as suas reservas em contas poupanças, formato de investimento atrelado à taxa Selic, que no ano de 2020 atingiu um valor extremamente baixo, 2,25%. Dessa maneira, os rendimentos provenientes desse tipo de operação são inferiores à inflação, visto que seu valor é, em média de 5% ao ano. Logo, muitas pessoas perdem seu poder de compra sem nem perceberem, pois apesar de verem seu dinheiro aumentando em suas contas no bancos, esse crescimento é abaixo do aumento do preço dos produtos. Com isso, há a necessidade de a população em geral passar a conhecer e explorar novas formas de guardar seu dinheiro, como os títulos de renda fixa, como LCA, LCI e debêntures, modalidades que trazem ganhos reais aos seus usuários.

Frente ao exposto, o Brasil possui uma alta desigualdade social e, uma das formas de combatê-la, é por via da educação financeira. Logo, para que haja uma melhoria na gestão dos patrimônios individuais, o MEC, em parceria com o Ministério da Fazenda, deve promover aulas no ciclo do Ensino Médio, período em que o estudante está se preparando para entrar no mercado de trabalho e conquistar