A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 05/09/2020

O livro “Pai rico, Pai pobre”, de Robert Kiyosaki, trata sobre a importância de planejar as finanças pessoais, visando uma boa administração e uma vida equilibrada. Da mesma forma, a disciplina de Educação Financeira, integrante da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) a partir de 2018, propõe discutir dinheiro na rotina escolar, instruindo crianças e jovens para que se tornem adultos financeiramente responsáveis e inteligentes. Em âmbito nacional, esse projeto ainda enfrenta desafios, como a capacitação de profissionais e a busca da integração aluno-família. Então, é essencial discutir sobre a importância da educação financeira na vida do cidadão, bem como meios de sua promoção efetiva.

Nessa perspectiva, a educação financeira ajuda a promover mais organização, consciência nos gastos, aprendizagem sobre investimentos e planejamento a longo prazo. Por isso, é tão importante que o indivíduo tenha contato com ela o quanto antes, assim já cresce com a mentalidade e os conhecimentos necessários para ter uma boa vida financeira. Uma pesquisa feita pelo site G1 mostra que a maioria dos brasileiros não aprendeu a gerenciar bem as finanças, ficando com contas atrasadas, dívidas e nome negativado, principalmente as pessoas acima dos 65 anos; de modo que o projeto da BNCC busca modificar essa realidade.

Todavia, há riscos para a execução da proposta, pois é preciso incorporá-la na sociedade de forma estruturada. O grande desafio é a capacitação de professores para ensinar finanças aos alunos - que vão do Ensino Infantil ao Ensino Médio. Além de encontrar os melhores materiais e estratégias de ensino; se deve ser por meio de livros didáticos, dinâmicas ou, até mesmo, pesquisas e experimentos. Também é necessário pensar em como incluir as famílias dos estudantes na formação financeira, para que seja algo em conjunto, que promova melhores resultados.

Portanto, a fim de efetivar a educação financeira na vida dos cidadãos, cabe ao MEC, a partir da proposta da BNCC e por meio de pesquisas sociais, buscar profissionais da área financeira para qualificar os professores brasileiros, definindo os materiais e os métodos mais abrangentes; promovendo a fácil integração e a interdisciplinaridade do assunto (matemática, história, sociologia). Ademais, cabe aos órgãos educacionais promoverem cursos familiares e distribuição de ferramentas às famílias dos estudantes, para que, em conjunto com as crianças e jovens, os adultos também aprendam sobre a educação financeira. Como efeito social, a sociedade brasileira se tornará mais consciente e responsável financeiramente, diminuindo as dificuldades financeiras e o número de inadimplências.