A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 17/09/2020
A educação financeira tem aparecido muito no cenário econômico atual, pelo fato de a população estar reconhecendo o descontrole na gestão do capital. Em decorrência da crise econômica e do grande número de pessoas endividadas, houve um aumento significativo na procura de livros, vídeos e sites que auxiliam na organização do dinheiro. Além disso, segundo uma pesquisa da UOL, 62,2% dos brasileiros terminaram o ano de 2018 com alguma conta atrasada e o CPF negativado. Dessa forma, o principal a ser feito para o controle individual e coletivo é a educação financeira.
Em primeira análise, o aumento na procura por assuntos relacionados à economia e controle financeiro evidenciam a preocupação da população quanto às dívidas e o reconhecimento da necessidade de uma boa gestão da renda obtida. O livro “Os Segredos da Mente Milionária” estava na lista dos 10 mais vendidos em 2019, simultaneamente, Nathalia Rodrigues lançou-se como youtuber, aos 21 anos, ajudando pessoas na organização financeira e o resultado foi que em um ano, o canal chegou a mais de cinquenta mil inscritos. Além do interesse individual pela educação financeira, foi aprovada, recentemente, uma lei que inclui tal assunto na BNCC (Base Nacional Comum Curricular), ou seja, desde pequenos, os jovens e crianças terão as instruções necessárias para crescerem com uma boa noção sobre economia e controle financeiro.
Em segunda análise, é preocupante que 41% da população adulta do país tenha terminado o ano de 2018 com alguma conta atrasada e o CPF negativado. É indubitável que a crise econômica do país é consequência da má gestão do capital público e do descontrole das pessoas quanto aos gastos individuais, além do mais, a sociedade capitalista tende a deixar-se levar pelo consumismo e comprar produtos no impulso, para seguir alguma moda ou porque foi lançado recentemente e acabam se endividando com as contas essenciais. Entretanto, quando há o conhecimento necessário sobre a gestão do próprio dinheiro, a organização das contas que devem ser pagas e o que pode ser gasto com produtos não essenciais evita situações constrangedoras, como um CPF bloqueado para compras.
Portanto, a fim de reduzir ao máximo a questão da quantidade considerável de brasileiros endividados, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Economia, continuar investindo em formas de levar a educação financeira para todas as crianças e jovens, para que cresçam com consciência econômica, por meio de projetos educativos sobre gastos e gestão individual. Ensinando desde novos sobre a organização do capital, há a esperança de uma futura geração mais controlada economicamente e com suas contas em dia, proporcionando melhor tranquilidade para a vida da população e uma possível redução da crise econômica.