A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 21/09/2020
Pátria falida, Brasil
“Só a educação liberta”. Essa frase do filósofo grego Epiteto, pode ser relacionada com a situação da população brasileira acerca de questões econômicas, uma vez que a negligência governamental ao não providenciar nas escolas a educação financeira na grade, gera uma população escrava do próprio dinheiro e, consequentemente, falida e endividada, vítima de um sistema defasado.
Primeiramente, há 3 anos a educação financeira tornou-se lei no ensino fundamental, no entanto, essas aulas ainda não são realidade na maioria das escolas brasileiras, sendo que nem mesmo os professores tiveram o treinamento adequado para lecionar essa matéria, o que demonstra um sistema extremamente atrasado e ineficiente, visto que de nada adianta decretar uma lei e, em contrapartida, não oferecer os meios para que seja implantada na prática. Dessa forma, é impossível que uma educação de qualidade seja presente à população se nem mesmo os profissionais são, de fato, profissionais no assunto.
Como consequência, o analfabetismo financeiro se torna uma realidade cada vez mais comum no Brasil. Segundo o site G1, aproximadamente 41% da população adulta do país tem dívidas e, além disso, 67% dela não consegue guardar dinheiro mensalmente. Destarte, é notável que o brasileiro trabalha para pagar dívidas e, mesmo assim, muitas vezes não consegue escapar da falência. Nesse sentido, por ser uma realidade muito distante, a educação financeira é vista como sinônimo de poupar e, por isso, algo possível somente a uma parcela da população. Todavia, se acessível a todos, de forma igualitária e eficiente, a possibilidade de conseguir administrar o próprio dinheiro, será uma realidade comum à população brasileira, acarretando desenvolvimento social e econômico para o país.
Dessa maneira, é imprescindível que medidas sejam realizadas para mudar a realidade do povo brasileiro. Portanto, o Ministério da Economia, juntamente com o Ministério da Educação, devem ser alvos de investimentos governamentais, a fim de incentivar e impulsionar o conhecimento financeiro no Brasil desde o ensino fundamental, a partir da disponibilização de materiais didáticos, aulas e palestras, não somente para os alunos, mas também aos seus responsáveis interessados, com metas econômicas a serem atingidas pelas famílias dentro de suas realidades. Ademais, também é de extrema necessidade, que os professores recebam um treinamento adequado, através de aulas e cursos profissionalizantes especializados no assunto. Por fim, espera-se que, aos poucos, através da educação, a população brasileira consiga sua autonomia e liberdade financeira, como assim afirmava Epiteto.