A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 19/08/2020
Em decorrência da Revolução Industrial, um novo modo de produção foi criado e foi denominado como Capitalismo, o qual visa ao lucro e ao monopólio do uso do dinheiro. Apesar de que esses valores tenham sido inseridos no cotidiano do homem contemporâneo, não houve uma instrução prévia acerca das mazelas atreladas ao descuido nessa questão, o que é a causa de tantas problemas financeiros e contábeis. Dessa forma, no século XXI, problemáticas, tais quais o desenvolvimento de transtornos baseados no consumo excessivo e a ocorrência de crises econômicas mundiais, são consequências dessa falta de ensino persistente,
Sob esse viés, já no século XX, correntes artísticas, como a “Pop Art”, criticavam incisivamente a sociedade pós-moderna, pois essa se fundamentava no consumo compulsivo de bens materiais e na produção em massa. Haja vista as propagandas disponibilizadas pela maior variedade midiática, o gasto exorbitante mostra-se ainda mais presente no mundo hodierno. Isso posto, a conscientização da população sobre a importância da administração financeira individual diminuiria desequilíbrios emocionais e físicos causados pelo consumo descontrolado. Portanto, é preciso que o ensino básico utilize de meios para modificar esse tipo de mal comportamento tão comum, que prejudica o estado de bem-estar social.
Outrossim, no ano 2000, houve o que foi conhecido como a Bolha da Internet, uma crise financeira mundial, em virtude do despreparo das pessoas ao investirem em ações empresariais sem valor. Nesse sentido, é possível perceber que pequena parte da sociedade tem o conhecimento financeiro devido acerca do sistema de investimentos da Bolsa de Valores, o que pode prejudicar a dinâmica econômica do país e do mundo globalizado. Desse modo, é imprescindível haver a democratização da informação no tocante ao projeto financeiro de ordem coletiva e individual, com o auxílio de cursos profissionalizantes gratuitos que abordem economia como assunto principal, para a assistência da população quanto as suas atividades comerciais.
Destarte, é impreterível que haja uma modificação na conjuntura vigente. Para isso, é dever do Ministério da Educação fomentar a propagação desses conhecimentos, por meio da contratação de profissionais especializados na área, os quais sejam aplicados nos ensinos fundamental e médio, para motivar a consciência no momento do consumo. Ademais, o Estado deve investir em custos profissionalizantes gratuitos voltados a esse âmbito social, que tenham como público-alvo jovens e adultos de classes mais baixas, com o fito de minimizar a disparidade da informação propagada. Somente assim, a educação financeira resultará em benefícios ao povo de maneira mais igualitária.