A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 17/08/2020
O desconhecimento histórico
O governo de Getúlio Vargas foi marcado por uma crise de superprodução de café, que foi resolvido com a queima desse produto. Nos anos 80, o país enfrentou a chamada década perdida: período que teve altas inflações e desvalorização da moeda. Percebe-se, assim, que o Brasil não aprende com os erros do passado, gerando crises cíclicas e atraso no desenvolvimento. Tal retrocesso, no século 21, prejudica tanto a população como o Estado no cenário mundial e nacional – a valorização da educação financeira muda essa realidade.
Diante disso, o desconhecimento de aspectos monetários aliados às crises econômicas gera indivíduos em situação de instabilidade. Sob tal aspecto, o confisco da poupança, no governo Collor, ilustra essa situação: foi retirado o dinheiro da população para quitar dívidas e depois devolver, contudo, isso ainda não aconteceu. Coexistente, as pessoas continuaram com suas contas a pagar sem verba para quitá-las. Ademais, cidadãos endividados não aquecem economia, prejudicando o progresso já que o Estado não tem capital para realizá-lo. Um país não desenvolvido, hodiernamente, perde mérito, apoio e até tecnologias para diversos setores, advindas de outras nações.
Além disso, o sistema educacional vigente é tecnicista, ou seja, ensina aos alunos o básico para obter êxito no vestibular. Assim, a população que será P.E.A (população economicamente ativa) não sabe como agir com seu dinheiro ou até com a falta desse, visto que a educação financeira não faz parte do currículo escolar. Dessa forma, o país prepara uma nação fadada à novas crises, uma vez que os indivíduos gastam sem saber das consequências, tornam-se inadimplentes e não são capazes de desvencilhar-se de tal situação. Nesse cenário, a educação não tem um preço, mas a sua falta tem um custo como indicava o escritor Antônio Gomes Lacerda.
Em vista do exposto, urge a necessidade do Estado valorizar a educação financeira para habilitar a população nesse aspecto. Na esfera escolar, o Ministério da Educação, juntamente as graduações de economia e contabilidade, devem criar estágios ministrados no ensino básico – no qual o graduando ensinar-se-á aos jovens a lidarem com dinheiro desde cedo. Outrossim, no âmbito estatal, é fundamental que o governo tenha em seus órgãos econômicos funcionários com conhecimentos prévios no assunto, para que evite soluções ineficazes e geradoras de crise. À vista disso, o Brasil, opõem-se a pôr fogo em seus problemas e estrutura o seu progresso.