A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 12/08/2020
Na obra distópica “Admirável Mundo Novo”, do autor inglês Aldous Huxley, é mostrada uma sociedade intrinsecamente estratificada, onde, no momento do nascimento, os cidadãos recebem suas funções, e, dessa forma, o pagamento condizente com tal, além de uma sólida visão de gostos pessoais adequados a sua classe. Fato é que, atualmente, tal perspectiva, para muitos, pode ser vista até mesmo como utópica, visto, por exemplo, o inegável crescimento na criminalidade e na pobreza, esses que poderiam, sem dúvida, serem no mínimo atenuados, se houvesse educação suficiente a edução financeira.
Inicialmente, vale ressaltar a influência da falta de uma educação financeira de qualidade na própria criminalidade. Como já apontado pelo psicanalista Sigmund Freud, a mente humana tem duas metas principais, a fuga da dor e a busca pelo prazer, o que, visivelmente, relaciona-se ao furto, seja o mesmo visando o aumento da renda própria, ou, ainda, de possuir um produto fora da capacidade financeira do ladro, o que decorre, presumivelmente, da falta de entendimento e experiência financeiras anteriores.
Vale também ressaltar a importância da educação financeira no ambiente familiar, mais especificamente relacionado a pobreza. Como apontam os dados da Euromonitor Internacional, estima-se que, em 10 anos, os gastos de uma família de três integrantes, apenas com necessidades básicas, ao menos, dobre. Tal fato fica ainda mais alarmante se considerados gastos não essenciais, podendo esses, presumivelmente, afetar sobretudo as famílias não educadas financeiramente.
É evidente, dessa forma, que a falta de um ensino financeiro acessível é, em todo modo, prejudicial a sociedade. Visto isso, é dever do Governo Federal, em parceria com o sistema educacional, a implantação da disciplina nas escolas, além da disponibilização de cursos públicos acerca do tema. Dessa forma, é possível a visão de Huxley voltar a ser o que sempre fora, distópica.