A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 04/08/2020

O filme “Até que a sorte nos separe” retrata a vida de um homem que ganhou na loteria, porém, devido à sua vida financeira desregrada, em 10 anos todo o seu dinheiro acaba. Ao descobrir que está falido, ele aceita a ajuda de um consultor de finanças para reerguer seu patrimônio. Fora da ficção, a realidade supracitada também é vivenciada por diversos brasileiros, pois não tiverem uma educação financeira e, consequentemente, não sabem administrar seu dinheiro. Diante desse cenário, é notório que a ausência de um planejamento monetário ocasiona a falta de gerenciamento dos gastos pessoais e o aumento da inadimplência. Logo, é de extrema importância saber o que fazer com o capital.

Em primeiro lugar, vale lembrar que um dos grandes responsáveis pela falta de gerenciamento dos gastos pessoais é o consumismo desenfreado, porque as pessoas compram por obsessão e não por necessidade, já que a sociedade capitalista prega que quanto mais bens possuir, mais status terá. Entretanto, esse pensamento só será absorvido pelo o indivíduo se ele for desprovido de uma educação financeira, porquanto, uma vez que ele for instruído saberá como cortar gastos, investir, multiplicar ganhos e acumular riquezas. Por isso, é importante inserir esse tipo de ensino na atualidade, visando à formação de cidadãos conscientes, que tenham domínio sobre seu dinheiro, a fim de evitar endividamentos.

Além disso, o aumento da inadimplência, ou seja, o descumprimento de alguma obrigação financeira é uma consequência direta da falta de planejamento das finanças, posto que indivíduos bem planejados sabem administrar sua verba. Nessa perspectiva, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), em julho de 2020, o total de endividados foi de 67,4%, esse dado é preocupante, pois mais da metade das famílias brasileiras sentem dificuldade para  pagar suas dívidas. Essa informação comprova que o Brasil urge por medidas que eduquem seus habitantes financeiramente, em razão da recorrência do número de endividados, porque gastam mais capital do que recebem, ficando com saldo negativo no final das contas.

Destarte, a educação financeira é de suma importância para o aprimoramento do gerenciamento do dinheiro. Logo, é preciso que o Governo Federal, juntamente com empresas privadas, desenvolvam projetos que levem a educação financeira até os lares do País, por meio da exibição de programas nos meios midiáticos como televisão e rádio em horários nobres, com a participação de economistas e gestores de finanças palestrando sobre como usar o dinheiro de forma inteligente, a fim de evitar a má gestão do capital e a inadimplência, para que o cenário vivido pelo personagem do filme “Até que a sorte nos separe” não seja mais uma realidade vivenciada por alguns brasileiros.