A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 03/08/2020
Segundo levantamento realizado pela CNC (Confederação Nacional do Comércio), sete em cada dez brasileiros encontram-se endividados. Dessa forma, torna-se evidente que a educação financeira é algo de essencial importância na vida de um cidadão. Fatores como o alto número de endividados e a estagnação financeira da maioria das famílias exemplificam tal afirmação e carecem de solução.
Em primeiro lugar, o alto número de endividados constitui um sério problema. A exemplo disso, a revista online Panrota, no início de 2020, noticiou que apenas as dívidas de cartão de crédito representavam quase oitenta por cento do total de inadimplentes. Dessa maneira, revela-se que o endividamento não ocorre necessariamente a longo prazo, mas, mesmo com uma renda mensal predefinida, a maioria das pessoas se endividam, tornando evidente a importância do ensino financeiro.
Ademais, a estagnação financeira representa um relevante problema. A fim de explicar tal fenômeno, o livro “Segredos da Mente Milionária” demonstra que a maioria da população possui uma ideia equivocada sobre o dinheiro, advinda de influências paternas, que, na maioria das vezes, resulta na má administração de seus capitais e, consequentemente, não prosperam financeiramente. Portanto, a instrução a respeito de finanças torna-se imprescindível.
Por conseguinte, uma maior atuação do Estado nestes problemas torna-se necessária. Primeiramente, o governo federal deve, por meio do Ministério da Fazenda, criar um programa que auxilie as famílias endividadas, renegociando suas dívidas e, consequentemente, com efeito, reduzir o número de inadimplentes. Além disso, o Ministério da Educação deve criar projetos nas escolas de todo o país que tornem a educação financeira matéria nas grades de estudo, fazendo com que os jovens de hoje cresçam lúcidos de como administrar corretamente seu dinheiro e, por consequência, prosperem financeiramente. Por fim, se aplicadas tais medidas, em um futuro não tão distante, os números de endividados se invertam e toda a sociedade se beneficie com o conhecimento monetário.