A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 21/07/2020
No final do século XIX, o Brasil ganha sua independência política, mediante pagamento de multa à portugal, com recursos da Inglaterra. Diante disso, percebe-se que as dificuldades financeiras enfrentadas hoje pelos brasileiros, é reflexo da formação histórica e cultural anterior. Dessa forma, o aumento de dívidas e crises está intrinsecamente ligadas à falta de educação deste tema na vida dos cidadãos. Logo, o óbice desse imbróglio está na alienação da mercadoria e a negligência estatal acerca do tema.
Em primeira análise, vale destacar a influência do consumismo exacerbado - característica de uma sociedade capitalista - diante da exclusão monetária. Nessa perspectiva, segundo o filósofo Karl Marx, a sociedade é induzida ao fetichismo da mercadoria, desejo de posse devido à sua idealização. Com isso, a falta de ensino sobre planejamento de gastos, juntamente com os poucos recursos, contribui para o aumento de dívidas irreais para a realidade da maioria dos indivíduos. Desse modo, as pessoas para se sentirem incluídas socialmente, valorizam o usufruto dos bens materiais em detrimento da inadimplência.
Ademais, a inobservância governamental em qualificar e conscientizar sobre o controle de gastos e finança, traduz-se em uma população mais alienada sobre a vida econômica. Diante disso, vê-se o crescimento do número de jovens que, sem instrução, chegam à vida adulta com dívidas pendentes, segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Ainda mais, 35% desses indivíduos terminam pobres e podem demorar até 9 gerações para alcançar a classe média. Desse modo, vê-se a importância de mudar esse quadro para a melhoria da vida dos brasileiros e para o crescimento econômico do país.
Registra-se, portanto, o quanto a educação financeira é importante para a construção de uma sociedade mais desenvolvida. Nessa lógica, é mister que o Governo Federal, no órgão do Ministério da Educação (MEC), torne obrigatório o ensino financeiro na grade curricular nacional, além de projetos de capacitação do público adulto em conjunto aos bancos; tais ações devem ser realizadas por meio de projeto de lei e palestras que incentivem e auxiliem, na prática, as pessoas a terem maior autonomia e controle no planejamento de gastos e investimento. Para que, assim, o Brasil possa mudar o cenário deixado culturalmente, e dessa forma, construir uma sociedade mais capacitada. Só assim poderemos à curto prazo mitigar, e posteriormente, formar pessoas mais responsáveis.