A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 19/07/2020
Francis Bacon, filósofo britânico, possuía o anseio de transformar a sociedade de sua época. Sendo assim, acredita que o saber era uma ferramenta essencial, tanto que declarou que o ‘‘conhecimento em si mesmo é poder’’. Assim, é de suma importância analisar a questão da educação financeira na vida do Cidadão. Dessa forma, nota-se a prevalência de um sistema educacional tecnicista, além de evidenciar uma não consonância perante a Constituição Cidadã e a realidade exposta.
A princípio, ao analisar o contexto das pessoas que possuem uma vida financeira conturbada, percebe-se problemas no sistema educacional, que é responsável, sobretudo, pela formação do indivíduo. Prova disso é a prevalência de uma educação tecnicista no seio social- uma alusão as escolas, que não estimulam a crítica e, consequentemente, não dialoga com o pensamento analítico, como defendeu o pedagogo Paulo Freire. Essa conjuntura, no que lhe concerne, fomenta não só indivíduos sem uma consciência de como gastar o dinheiro, como também um número cada vez mais expressivo de endividados, como evidencia os dados do SPC. Dessa maneira, percebe-se que a conjuntura educacional brasileira tecnicista precisa ser modificada.
Outrossim, a Constituição de 1988 reafirma o dever do Estado no fomento a um ambiente equilibrado, o qual propicie o desenvolvimento dos cidadãos, no entanto, a realidade expõe uma contrariedade. Esse paradoxo, por sua vez, expressa-se, seja na falta de um educação que contemple uma educação financeira, como já supracitado, seja pela inoperância dos governantes em ações que transformem tal cenário. Ao passo que o paralelo criado pela Carta Magna e a realidade ecoa o Enigma da Modernidade, do filósofo Henrique de Lima, o qual disserta que, apesar de a sociedade ser avançada em suas razões teóricas, é primitiva em suas razões éticas. À vista disso, verifica-se uma dissonância ante os dispositivos constitucionais e a narrativa factual que precisa ser solucionada.
Logo, é mister que o Estado mude esse quadro. Para tanto, é fundamental que o Poder Executivo elabore políticas públicas por meio de verbas governamentais, a fim de que os problemas associados à educação financeira sejam mitigados. Posto isso, é imprescindível criar, aliado a mídia, campanhas publicitárias, mediante depoimentos de pedagogos, sobre os benefícios de uma educação que estimule a crítica, com o intuito de que as escolas venham a ser cada vez menos tecnicista. Ademais, tal esfera do poder, associado com o Ministério da Economia, realize palestras, por intermédio de dados, que mostrem os malefícios das dívidas para o cidadão, objetivando que haja concordância entre os dispositivos constitucionais e os fatos. Dessa forma, resolver-se-ão os emblemas de tal questão no tecido social pós-moderno.