A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 11/08/2020
No decorrer do século XVI, Thomas More retratou, em sua obra “Utopia”, uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Todavia, hodiernamente, se verifica que tal ficção se encontra deturpada no Brasil, à medida que a educação financeira não tem encontrado respaldo na arena educacional e a oferta não apenas dos avanços no ensino público, como também de campanhas publicitárias em torno do ensinamento de finança, não estão presentes em todo o território nacional. Dessa forma, medidas são necessárias a fim de atenuar essa problemática.
Sob um primeiro viés, é válido ressaltar que a má formação socioeducacional dos brasileiro é um fator determinante para uma parcela expressiva da sociedade não ter aprendido a gerenciar melhor suas finanças. Consoante a Constituição cidadã de 1988, a educação visa o pleno desenvolvimento da pessoa e seu preparo para o exercício da cidadania. Porém, tal direito permanece no papel no instante em que, governantes alienados pelo capitalismo selvagem negligenciam a necessidade fecunda de mudança dessa distópica realidade envolta à inclusão da educação financeira nas escolas para alunos de ensino fundamental e médio, de modo a permitir tamanha inobservância a Carta Magna.
Outrossim, a insuficiência de publicidades que abordem a importância da pedagogia financeira distância o problema do endividamento de sua solução efetiva. No entanto, segundo o sociólogo francês Émile Durkheim, fato social é tudo aquilo que é construído pela sociedade que exerce certa obrigação de forma naturalizada. Nessa perspectiva, é sabido que a carência de comerciais na internet e de minicursos nas pequenas e grandes cidades, voltados paro os ensinamentos financeiros, corroboram a cristalização de uma sociedade em crise financeira. Entretanto, embora caótica, essa situação é mutável.
Diante do exposto, portanto, o empecilho da desponderação da educação financeira perdura à tempos no Brasil. Dessa maneira, é preciso que o Estado brasileiro promova melhorias no sistema público de ensino do país, por meio de sua adaptação às necessidades dos discentes, como oferta do ensino de finanças, com trabalhos abordados nas disciplinas de história e sociologia para que o endividamento não seja mais o problema do país.É imprescindível, também, que o Ministério da Educação promova “workshop”, o qual aborde temas de educação financeira nas zonas urbanas e rurais das cidades, por intermédio de dicas financeiras e atividades lúdicas, com a participação de crianças, jovens e adultos; essas medidas terão o objetivo de garantir o bem-estar social. Pois, dessa maneira, a Utopia de More será alcançada.