A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 14/07/2020

De acordo com os dados divulgados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e pela Conferência Nacional de Dirigentes e Lojistas (CNDL), 62,6 milhões de brasileiros terminaram o ano de 2018 com o nome sujo. Esses números demonstram que o problema da falta de educação financeira está presente de forma complexa na realidade dos brasileiros. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover melhorias no que tange à questão da importância da educação financeira, que persiste influenciada pela base educacional lacunar e o consumismo exagerado.

A priori, a base educacional lacunar, mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Nesse sentido, se uma criança cresce aprendendo que a educação financeira é relevante, ela irá propagar isso. Para Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. De acordo com essa perspectiva, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. No que tange à educação financeira, percebe-se a forte influência dessa causa, uma vez que a escola não tem cumprido seu papel no sentido de reverter o problema, pois não está trazendo às salas de aula conteúdos que ajam na resolução da questão.

Posteriormente, vale destacar que, o que faz o indivíduo consumir exageradamente está relacionado ao processo de satisfação. Nesse sentido, o conceito de “sociedade de consumo” se torna bastante útil, pois é um termo utilizado para designar a sociedade de que se caracteriza pelo consumo massivo, uma causa latente na questão da importância financeira. Platão contribui para a discussão ao definir que o amor (Eros) era o desejo por aquilo que não se tem. Sob esse viés, percebe-se uma analogia entre o amor platônico e o consumo, gerando, então o consumismo, que tanto prejudica a situação financeira.

Por tudo isso, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. Logo, é essencial que o Ministério da Educação, em parceria com empresas, promova, para professores das redes pública e privada, cursos sobre como abordar problemas sociais na sala de aulas. Tais cursos devem ser gratuitos e digitais, ensinando diferentes ferramentas e métodos para que esses educadores possam discutir questões como educação financeira. Ademais, é preciso que ONG’s especializadas no assunto, em parceria com o governo federal, elaborem cartilhas sobre o consumismo. Tais cartilhas, devem ser disponibilizadas nas redes sociais e distribuídas nos grandes centros urbanos, utilizando material reciclável para impressão. O objetivo deve ser abordar o impacto do consumismo à consolidação do problema a sugerir métodos alternativos de consumo. A partir dessas ações, espera-se promover a construção de um Brasil melhor.