A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 05/07/2020

Durante a crise de 1929, nos Estados Unidos houveram graves problemas socioeconômicos, como por exemplo, a falência de empresas e o aumento no índice de desempregados, sendo formadas filas à procura de emprego e alimentos para a família. Por analogia, os brasileiros também não estão preparados para lidar com crises econômicas, em virtude de não saberem gerenciar as finanças de forma adequada, causando grandes impactos ao país, sendo de suma importância que o Governo realize medidas a fim de amenizar a situação.

Primeiramente, durante o Governo Collor em 1990, houve o confisco das poupanças, como resultado inúmeros brasileiros passaram a ter receio em poupar dinheiro e investir em outras atividades bancárias e esse desestímulo foi passado as gerações seguintes. Assim, como a maior parte dos indivíduos não possuem uma ensino financeiro ideal pelos pais e, na escola, há somente disponibilidade de conhecimento de cálculos, que muitas vezes não é tido como relevante pelos alunos, o que contribui para a formação de cidadãos com maiores fracassos financeiros, tendo impacto na economia do país, visto que há o aumento de endividados e dependência da previdência pública na velhice, por exemplo.

Ademais, de acordo com os dados da pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em 2019, cerca de 67 % da população brasileira não consegue poupar o dinheiro obtido. Um dos fatores contribuintes para esses dados é o fato de muitos indivíduos possuírem uma renda inferior, sendo insuficiente até mesmo para o sustento básico familiar. Como também, há situações na qual as pessoas não se planejam de forma adequada, não tendo consciência de quando devem adquirir algum bem. Decerto, a falta de conhecimento sobre o assunto as impedem de ter uma qualidade de vida melhor, já que não poderão ter momentos de distrações, sendo suscetíveis à doenças, tais como a depressão e ansiedade.

Logo, o Governo deve investir na qualificação de professores para que sejam aptos ao ensino de educação financeira, que será obrigatório em todas as escolas, por meio de aulas práticas em que o aluno terá conhecimento sobre o consumo consciente e como lidar com as finanças, uma vez que como afirmava o educador Paulo Freire " Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda “. As escolas devem realizar campanhas mensais, com a realização de palestras com profissionais para que possam auxiliar a comunidade e os pais dos alunos em como administrar a vida financeira, em especial as famílias de baixa renda, com intuito de que possam ter melhores perspectivas para o futuro.