A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 05/07/2020

Quando se fala em educação financeira, a maioria das pessoas pensam apenas no ato de economizar, mas não se resume a isso. Educação financeira é muito mais do que só economizar. Esse assunto está relacionado à forma como compreendemos o dinheiro e tudo o que é relacionado a ele. O objetivo de se educar financeiramente é o de se tornar consciente para todas as decisões que envolvam o seu capital, ou seja, que se esteja ciente de tudo o que suas decisões podem causar.

Quando se torna uma pessoa independente e adquire um emprego, os jovens, em sua maioria, gostam de se aproveitar de seus salários e fazer compras sem planejamento, fazendo com que no fim do mês surjam algumas dívidas. Isso pode ser observado quando vemos que entorno de 85% dos brasileiros fazem compras sem planejamento, de acordo com o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), ou seja, os gastos são descontrolados, o que faz gerar dívidas aos consumidores, fora o fato de que o número é ainda maior entre pessoas com idades de 18 a 30 anos. Graças a isso, muitos já se encontram endividados logo jovens e carregam essas dívidas com o passar dos anos, muitas vezes aumentado-a.

Estes fatos vem da falta de experiência e ausência de instrução desde cedo, e por isso a importância da educação financeira na vida do cidadão deve ser defendida nas escolas e nos lares. Quando se cresce sem um auxílio ou instrução, os jovens não ficam cientes das responsabilidades que deverão ter quando adquirirem o seu próprio capital, e isso pode acarretar em sua perda ou em endividamentos. Sobre a falta de experiência, estes jovens compradores ainda não estão acostumados ao mercado e não sabem como gerenciar suas finanças, e por isso devem ser instruídos desde cedo, para que não entrem no mercado de trabalho sem saberem administrar o dinheiro que receberão nele.

Buscando soluções viáveis para essa problemática, é preciso ter consciência de que todas as decisões tomadas têm consequências, e elas devem ser analisadas ao serem tomadas. O ideal é ter uma planilha com todos os gastos fixos no mês, e analisar se aquilo que se ganha será o suficiente para pagar e, se for e sobrar, e então sim gastar com algo a mais desde que seja suficiente e necessário. A ação do Governo Federal é indispensável para que essa educação chegue nos lares brasileiros. Deve-se fazer parcerias com empresas privadas, buscando desenvolver projetos que leve a educação financeira até lá por meio de campanhas e visitações em bairros e comunidades por profissionais da área financeira. Além disso, cabe também ao Ministério da Educação promover palestras educativas em escolas e a disciplina em sala de aula, a fim de alterar este cenário do país futuramente.