A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 27/06/2020
Segundo estimativa realizada, em 2018, pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), cerca de 41% da população adulta, no Brasil, terminou aquele ano com alguma dívida, evidenciando, assim, a má gestão financeira do brasileiro. Contudo, tanto este quanto diversos outros problemas relacionados ao gerenciamento incorreto do próprio dinheiro podem ser resolvidos por meio de uma eficaz educação financeira, a qual fornece às pessoas soluções úteis para tais situações, como a administração eficiente de suas expensas a curto e a longo prazo e a poupança inteligente de suas economias.
Em primeiro lugar, no que se refere à gestão de despesas a curto prazo, é importante que todo indivíduo saiba como monitorar suas finanças corretamente, de forma a ser capaz de acompanhar cada entrada e cada saída de seus recursos. Assim, ele conseguirá identificar melhor quais dispêndios são realmente importantes para seu estilo de vida e quais são dispensáveis, bem como garantir que, até o prazo de vencimento de suas contas e dívidas, sempre haja dinheiro suficiente para pagá-las.
Adicionalmente, colocando a administração financeira em um período de vários meses, saber avaliar os gastos futuros e como controlá-los para não excederem os ganhos previstos mostra-se uma habilidade essencial, principalmente considerando as diversas opções de parcelamentos e de financiamentos que o mercado oferece para serviços e produtos que podem corresponder a expressivos montantes financeiros, além dos juros incorridos caso as quitações ocorram em atraso. Logo, tal aptidão de visão de longo termo pode evitar o acúmulo de dívidas e a consequente incapacidade de arcar com elas.
Além disso, convém citar que, segundo relatório, de 2018, da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e Capitais (ANBIMA), 40% dos brasileiros não poupavam dinheiro, o que lhes trazem prejuízos como a ausência de uma reserva para imprevistos custosos, como acidentes, e a impossibilidade de projetar grandes aquisições, como a casa própria. Por conseguinte, uma vez que conhecer como poupar corretamente fornece maior autonomia para uma pessoa lidar com seus gastos, tal habilidade torna-se fundamental para um planejamento seguro, evitando o endividamento.
Portanto, com base no exposto, pode-se notar a necessidade de se promover a educação financeira entre os brasileiros. Para tanto, sugere-se que o governo forneça recursos para que a população, em especial aquela fora da idade escolar, tenha acesso a tais conhecimentos, por meio da elaboração e divulgação de materiais educativos acessíveis à sociedade, como cursos online e materiais didáticos gratuitos, de forma a proporcionar que cada cidadão tenha mais fundamentos de como gerir seu patrimônio financeiro e, assim, consiga honrar suas dívidas e arquitetar melhor sua posteridade.