A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 24/06/2020

O filme americano Os Delírios de Consumo de Becky Bloom mostra o cotidiano de uma compradora compulsiva que, após não se planejar economicamente, enfrenta um quadro extremo de dívidas. Semelhantemente ao enredo da produção cinematográfica, a educação financeira se mostra importante na vida dos cidadãos por evitar o consumismo e o endividamento. Apesar disso, a difusão desse ensino tem sido insuficiente, de modo que medidas são necessárias para a resolução do impasse.

Antes de tudo, a educação financeira é um importante fator no combate ao consumismo. Segundo o filósofo Arthur Schopenhauer, o ser humano é insaciável, de modo que sempre surgem novos desejos após a realização de algum anterior. Nesse contexto, observa-se que um indivíduo sem acesso à educação financeira pode integrar um ciclo incessante de gastos para suprir seus anseios, estando sujeito ao consumismo. Assim, pode-se afirmar que o planejamento econômico atua de modo a evitar a aquisição de bens supérfluos na prática do consumo excessivo.

Ademais, a educação financeira pode evitar o endividamento dos cidadãos. O filme brasileiro Até Que A Sorte Nos Separe mostra uma família indo à falência após gastar todo o prêmio adquirido em uma aposta lotérica. No enredo, o personagem Tino assume dívidas que não é capaz de pagar, tendo de recorrer à ajuda de um profissional da economia para auxiliá-lo na resolução desses problemas. De maneira semelhante à essa trama, a educação financeira atua de modo a precaver o déficit econômico dos indivíduos, uma vez que o planejamento de finanças propõe a conscientização do cidadão sobre seus gastos.

Portanto, ações são necessárias para que a problemática em questão seja resolvida. Segundo o filósofo Immanuel Kant, o homem é o que a educação faz dele, atribuindo ao ambiente escolar influência na formação sociocultural do indivíduo. Assim, a fim de combater o consumismo e evitar o endividamento dos cidadãos, cabe ao Governo Federal investir no acesso da população à educação financeira por meio da liberação de verbas ao Ministério da Educação. Tal órgão, por sua vez, deve promover a criação de palestras e oficinas que proponham à comunidade escolar o diálogo sobre o planejamento econômico. Espera-se, com essas medidas, prevenir o surgimento de casos como os de Becky Bloom e Tino.