A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 18/06/2020

Em 2015, oito em cada dez adultos eram inadimplentes no sudeste brasileiro, segundo dados da plataforma digital G1. Esse fato demonstra a fragilidade do sistema público de educação, o qual por falta de investimentos em programas educativos de estímulo à organização monetária, gera o principal problema do país: desconhecimento acerca da importância da educação financeira. Assim, observa-se a necessidade de analisar os avanços e os desafios para uma possível solução da problemática.

A princípio, vale ressaltar o progresso obtido na luta para assegurar o acesso ao ensino. Mário de Andrade, importante poeta brasileiro, diz: ‘‘o passado é lição para se meditar, não para se reproduzir’’. Tal assertiva faz referência ao período da Crise de 1929 nos Estados Unidos, quando houve aumento no índice do consumo, ou seja, a população investiu elevado valor em bens duráveis e não necessários, resultando no colapso da economia. Por tudo isso, no Brasil, houve a criação do projeto de lei nº 7.318 na Câmara de Deputados, o qual objetiva não somente a inserção da educação financeira na matriz curricular do Brasil, mas também a valorização da economia como objeto de ensino

Ademais, é indispensável destacar os obstáculos enfrentados para minimizar o número de inadimplentes. Nesse sentido, semelhante ao ocorrido em 2015, inúmeros indivíduos possuem dificuldade em administrar o salário e, por conseguinte, evitar o consumo abusivo. Isso ocorre devido a falta de incentivos pelo Ministério da Educação em palestras, gincanas escolares e propagandas midiáticas capazes de alertar a sociedade sobre a importância do conhecimento sobre economia. Considera-se essa situação grave, tendo em vista que não investir em projetos sociais de conscientização capazes de influenciar no comportamento da população contra o consumo acelerado vai em desencontro com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, cujo objetivo é garantir o direito à educação a todos os brasileiros.

Depreende-se, portanto, que ações a favor do conhecimento financeiro devem ser imediatamente iniciadas. Para tanto, o Ministério da Economia, órgão responsável pela proteção da riqueza nacional, deve investir em propagandas de educação social de estímulo à reeducação financeira, por intermédio da transmissão de aulas gratuitas nas principais redes sociais utilizadas pelos brasileiros, com o objetivo de sanar dúvidas acerca do processo de administração do dinheiro, desde o pagamento do salário até o seu uso na compra de bens necessários. Somado a isso, cabe ao Ministério da Educação tornar possível o surgimento dos “multirões da conscientização’’, por meio da disponibilização de locais e horários em amplo território nacional, onde o estudante e sua família poderá ter acesso às informações sobre o consumismo e compreender os objetivos do projeto de lei nº 7.318.