A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 15/06/2020
Sob a perspectiva de Immanuel Kant, “é no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade”. De maneira análoga, percebe-se que há, no Brasil, um déficit educacional capaz de aumentar a precariedade da educação financeira. Dessa forma, urge que medidas sejam tomadas para amenizar a problemática, que é motivada não só pela negligência governamental, mas também pela incapacidade das pessoas em administrar o seu dinheiro. Primeiramente, é incontestável que a questão da negligência governamental está entre as causas do problema, como, por exemplo, a falta de investimentos. Segundo Nicolau Maquiavel, no livro, “O Príncipe”, para manter-se no poder, o governo deve operar tendo como objetivo o bem universal. No entanto, é notório que essa displicência do Estado rompe com essa harmonia, deixando evidente o desalinhamento com o princípio da isonomia, no qual todos devem ser tratados igualmente, isto é, sem a usurpação de qualquer direito.
Ademais, convém ressaltar que a incapacidade das pessoas em administrar seu patrimônio financeiro está entre as principais consequências da questão. De acordo com o G1, cerca de 4 em cada 100 brasileiros estavam em situação de inadimplência no ano de 2018. Logo, indiscutivelmente, faltam medidas efetivas pelas autoridades competentes para resolver a expansão da educação financeira e fazer com que essas informações cheguem a todos os cidadãos.
Portanto, não há dúvidas de que é preciso que seja tomada uma iniciativa para mudar a questão. Para isso, as Escolas, as quais tem como finalidade garantir de forma sistemática a apropriação do conhecimento acumulado pela humanidade, deve promover discussões sobre a gestão financeira, por meio de debates e palestras entre professores e alunos, para conscientizar a comunidade escolar da importância de gerir suas finanças, visando uma melhor qualidade de vida. Nessa lógica, o intuito de tal medida é fazer com que os jovens se apropriem desse conhecimento e possam disseminá-lo em suas famílias. Evidentemente, outras iniciativas devem ser tomadas, pois, de acordo com Confúcio, filósofo chinês, “Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”.