A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 08/06/2020
O filme “Até que a morte nos separe” retrata a situação de um casal que ao ganharem na loteria gastam todo seu dinheiro com uma vida de ostensão até descobrirem que estão falidos e precisam de ajuda para reverter essa situação. De maneira análoga à realidade nota-se, no Brasil, a má gestão do dinheiro pelos indivíduos em nada difere do enredo supracitado. Isso se deve, sobretudo, à falta de importância dada à educação financeira no país, o que gera indivíduos consumistas, inadimplentes e incapazes de se tornarem empreendedores. Logo, é imprescindível discutir formas de inserir a educação financeira na vida do cidadão brasileiro.
Em principio, cabe analisar a importância da educação financeira frente uma sociedade consumista. Nesse sentido, a educação financeira nas escolas tem por objetivo promover um comportamento e consciência aos jovens acerca do planejamento de finanças, o que refletirá em uma maior disciplina e responsabilidade nos orçamentos familiares. Tendo que, são de grande maioria inadimplentes e não sabem lidar com suas dívidas. Essa situação se deve, sobretudo, aos vícios por coisas supérfluas diante de uma cultura capitalista movida por propagandas. Com efeito, tal conjuntura é análoga a “Sociedade do Espetáculo”, proposta pelo escritor francês Guy Debord, a qual crítica a cultura do consumo saturada de imagem, onde os indivíduos veem o outro como status que vivem da ostentação.
Ademais, a influência da educação financeira incute também na formação de empreendedores e autônomos. Nesse contexto, a escola é um ambiente propício para ajudar jovens a enfrentar os desafios econômicos e sociais do seu país. Apesar disso, a maioria não aborda esta temática, o que torna os alunos incapazes de ascender social e economicamente diante das dificuldades de mobilidade social e do estado de recessão econômica no Brasil. Acerca disso, é pertinente trazer o fenômeno da ‘‘Bolha Imobiliária’’ ocorrida em 2008 nos Estados Unidos, gerada pela especulação no mercado hipotecário, no qual os bancos faziam grandes empréstimos sem exigências, sendo que, parte dos financiados eram inadimplentes e não tinham uma consciência acerca dos gastos econômicos.
Assim, faz-se necessário a atuação do Ministério da Educação, em parceria com as escolas na educação financeira da população acerca da necessidade do planejamento financeiro. Isso deve ocorrer por meio de projetos financeiros interdisciplinares nas escolas, no qual oriente os alunos e familiares no sentido de buscar disciplina e consciência nos gastos desnecessários por meio de uma analise crítica dos textos publicitários. Outrossim, cabe às entidades governamentais em parceria com os bancos oferecer materiais de apoio para a população, orientando-a sobre o planejamento do orçamento familiar. Dessa forma, será possível a mobilidade social e a formação de empreendedores.