A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 06/08/2020

Dado o panorama social vigente atual, em que o prestigio e o status quo estão intimamente atrelados a manutenção de um padrão opulento de consumo, aprender a gerenciar as finanças com responsabilidade se torna indispensável. Nesse contexto, fica claro que a falta de orientação financeira é a principal responsável pelas decisões equivocadas e o acumulo de dívidas: uma parcela considerável dos brasileiros se encontram hoje com o nome sujo, o que gera insatisfação e queda na qualidade de vida.

Primeiramente, a falta de uma educação financeira engajada à realidade do brasileiro é o principal motor do consumo exacerbado. Este, estimulado pela mídia e instituições financeiras, pode até fazer sentido diante de um cenário macroeconômico baseado na superprodução de bens de consumo. No entanto, transformar o consumismo em ideologia é devastador, não só do ponto de vista das relações sociais, mas também da desestruturação financeira resultante do processo.

Além disso, faz-se importante reconhecer que o dinheiro é indiscutivelmente a principal ferramenta moderna de sobrevivência e independência. Sua escassez, fruto de investimentos insatisfatórios, consumo irresponsável, ou ainda a falta de um fundo de garantia para períodos de instabilidade pode desmantelar a vida social e profissional de centenas de indivíduos. Desamparados, estes se veem obrigados a abandonar projetos pessoais, aumentando o índice de insatisfação e depressão.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir um ambiente econômico estável, capaz de capacitar indivíduos a investir e consumir com responsabilidade. Desse modo, é imprescindível que o estado atue em conjunto com instituições de ensino fundamental elaborando um programa integrado de educação financeira e capacitando professores. Isso pode se dar a partir do oferecimento de cursos de treinamento gratuitos e distribuição de material didático.