A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 19/05/2020
Segundo o economista e apresentador Marcos Silvestre, o mundo globalizado é uma grande sociedade de consumo. Tal fato revela que o cuidado com o dinheiro demanda disciplina e comprometimento constantes, destacando a importância da educação financeira na vida do cidadão. Entretanto, muitos países não fornecem políticas públicas que disponibilizam o acesso a esse conhecimento. Dessa forma, a ausência da educação monetária provoca o aumento de pessoas endividadas e o alto estresse causado por dívidas.
Em primeira análise, verifica-se o aumento de cidadãos com dívidas atrasadas. De acordo com o Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor divulgado em 2019, o número de pessoas endividadas no Brasil chegou a 61 milhões, sendo o maior número desde 2012. Nota-se, portanto, a construção de uma sociedade deficiente de planejamento e administração do próprio capital, em virtude do crescente capitalismo exagerado. Embora seja de conhecimento do Estado a elevação do índice de endividados, o mesmo não providencia a disponibilização gratuita da educação financeira para a população, corroborando ainda mais com o aumento desses números.
Além disso, observa-se que pessoas endividadas estão mais propícias a sentirem sintomas de estresse, que podem acarretar em diversos outros problemas. Segundo pesquisas do Employee Financial Education, o alto estresse causado pelas dívidas causa impactos como ansiedade, depressão e ataques cardíacos. Nesse contexto, a falta da educação financeira na vida dos cidadãos se manifesta por meio de uma piora no nível da saúde global do empregado, que reflete no seu rendimento profissional. Conquanto seja um assunto repercutido nos veículos midiáticos, as empresas não fundamentam medidas que revertam a situação, expondo seus funcionários a essa realidade.
Dessarte, nota-se a importância da educação financeira para combater o aumento das pessoas endividadas e o alto estresse causado por dívidas. Assim, cabe ao Estado disponibilizar para a população o ensino monetário gratuito, por intermédio da educação básica ou palestras, para que os cidadãos aprendam a administrar seu capital, contribuindo para a diminuição do número de endividados. Ademais, cabe às empresas fornecerem investimentos na saúde dos seus empregados, por meio de consultas com psicólogos, para que não se preocupem com as dívidas em horário de trabalho, melhorando o rendimento profissional.