A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 17/05/2020

A crise de 1929, nos Estados Unidos, afetou o mundo inteiro, fazendo-o tomar consciência da necessidade de criar um planejamento econômico eficiente mediante à educação financeira. Hodiernamente, no Brasil, mesmo sabendo da importância do ensino financeiro, nota-se a negligência do Estado em educar os cidadãos economicamente. Além disso, percebe-se que as pessoas estão alienadas devido a baixa criticidade diante do consumo. Nesse contexto, é essencial o esclarecimento do panorama para, posteriormente, modificá-lo.

A princípio, consoante Thomas Hobbes, o dever do Estado - representado pelo “Leviatã” - é garantir o desenvolvimento da sociedade. Entretanto, é nítida negligência do Governo em promover políticas de educação financeira em prol do desenvolvimento econômico pessoal dos cidadãos. Nessa conjuntura, muitos brasileiros, sem acesso ao conhecimento financeiro, realizam compras aleatórias sem planejamento, e, logo, acumulam dívidas e, com isso, iniciam um passo para uma crise monetária no país. Nesse âmbito, o aprendizado prévio sobre como utilizar o dinheiro é significativo para impedir esse processo. Dessa forma, é indubitável o papel do Estado na educação do povo quanto ao gerenciamento dos gastos, afinal, como diz Emmanuel Kant, “o homem é aquilo que a educação faz dele.”

Outrossim, conforme Zygmunt Bauman, vive-se em um mundo líquido, no qual as pessoas estão alienadas diante da coerção gerada pelo consumo. De fato, em virtude da baixa criticidade, a maioria das pessoas estão colocando o consumo na frente da razão e, consequentemente, comprando produtos supérfluos sem antes ponderar sobre a relevância deles. Diante disso, configura-se um cenário de instabilidade econômica, no qual a falta de uma eficiente educação financeira promove o panorama “líquido” dotado de insegurança financeira, porquanto o consumo inconsciente promove a substituição dos produtos básicos, como alimentos, por materiais de secundários. Dessa maneira, conclui-se a importância da capacitação crítica dos indivíduos diante do consumo, preparando-os para a administração econômica.

Destarte, cabe ao Ministério da Economia, em parceria com o Ministério da Educação, a criação de uma campanha chamada “Aprendizado Financeiro”, na qual serão incluídos no currículo escolar a disciplina de educação financeira, com o intuito de eliminar a negligência do Estado diante do seu papel no desenvolvimento econômico dos cidadãos. Além disso, deve-se criar cursos online de capacitação financeira e, inclusive, criar “hashtags” nas redes sociais sobre a importância da participação no curso, com o fito de impedir a alienação e promover a criticidade diante do consumo, a fim de impedir a instabilidade econômica, isto é, um colapso semelhante ao de 1929.