A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 22/05/2020

Pela análise do sociólogo Karl Marx, existe uma “ideologia burguesa” instaurada e reproduzida na sociedade, a qual dissemina a ideia de igualdade social, porém põe os interesses da elite como se também fossem do povo - acarretando neste uma perspectiva ilusória de alcance material. Dentro dessa lógica, nota-se a necessidade da educação financeira para que as pessoas enxerguem e respeitem sua realidade econômica, evitando assim a contração de dívidas e contribuindo para um consumo consciente.

Em primeira análise, a inadimplência é um fenômeno recorrente no cotidiano, por exemplo, do cidadão brasileiro. Confirmando esse cenário, o Serasa - órgão de proteção ao crédito - informou que o número de pessoas com conta em atraso chegou a 63,8 milhões em janeiro deste ano. Tais dados são o reflexo de uma sociedade despreparada para lidar com o planejamento necessário referente ao controle de gastos, sendo ele uma consequência da carência intelectual sobre questões monetárias. Esta paisagem muda quando o indivíduo aprende - principalmente desde criança - a usar o dinheiro dentro das suas reais necessidades e limites, a poupá-lo e a investi-lo, rendendo seu capital e permanecendo longe das listas de negativados.

Em segunda análise, o Ministério do Meio Ambiente, em seu site, informa que o ser humano está consumindo 30% a mais da capacidade de regeneração do planeta, o que leva à expectativa de que em 50 anos serão necessários 2 planetas Terra para suprir as necessidades de tal espécie. Dito isso, pode-se observar que o estudo financeiro está fortemente ligado às medidas essenciais para mudanças de hábitos tão consumistas, pois traz à consciência a atitude de reconhecer gastos fúteis e direcionar melhor as finanças; diminuindo sua colaboração num mercado exploratório de riquezas naturais. Dessa forma, pessoas que buscam adquirir compreensão sobre a disciplina econômica no seu cotidiano aprendem, também, a preservar o ecossistema.

Sendo assim, representantes de escolas e universidades - ambas públicas e privadas - devem se unir a deputados da câmara federal e criar um projeto de lei no qual a educação financeira seja inclusa na grade curricular desde o ensino fundamental. Tal medida colaborará na formação de jovens preparados para iniciar uma vida econômica responsável e estes poderão auxiliar nas organizações financiais de suas famílias; construindo então uma sociedade capaz de lidar com suas contas e assumir um consumo atento à sustentabilidade.