A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 17/05/2020

Em meados do século XX, a base doutrinaria estabelecida pelo poeta e dramaturgo Alemão Bertolt Brecht afirmava que " Nenhum problema nos deve parecer natural, nem impossível de ser mudado". Nesse sentido, a questão da financeira no Brasil, perpassando pela má formação educacional desta, urge por mudanças significativas. Sob essa perspectiva, infere-se que a ineficiente gestão estatal e a compactuação da sociedade são, indubitavelmente, canalizadores desse panorama.

Em primeira análise, sob a ótica sociopolítica, a educação financeira é dificultada pela displicência operacional do Estado em promover políticas públicas que visem a conscientização da população. Essa realidade ilustra com precisão aquilo que o sociólogo Zygmunt Baumam refletira acerca do Governo Neoliberal, o qual, tem como prerrogativa inerente a busca pela satisfação do Mercado e das relações fisiológicas de poder e, para tanto, informa a sociedade sobre como funciona os esquemas de parcelas, empréstimos e os juros relacionados a eles, não parece ser uma boa estratégia, haja vista que vai contra aos interesses dos grandes empresários e banqueiros que apoiam o Governo. Dessa forma, fica notório que essa má gestão estatal acaba por fomentar a falta de educação e planejamento financeiro que consequentemente afeta o número de pessoas inadimplentes, que hoje no Brasil chega a cerca de 60 milhões de indivíduos, segundos dados do IBGE.

Em uma segunda análise, a dificuldade de superar essa problemática é auxiliada pela compactuação da população. E isso e decorrente de pais que não tem o hábito de dialogarem com os seus filhos sobre assuntos financeiros, e não os dando desde cedo autonomia para eles possam administrá-lo ,por meio de mesadas ou poupanças, assim criando um quadro no qual os jovens não possuem noção de como se planejar financeiramente. Nesse contexto, como os pais não transmite para os seus filhos uma educação econômica eficiente baseada em um contato íntimo e autônomo com o dinheiro, eles acabam não desenvolvendo uma normalização necessária para o tema, contribuindo para que futuramente não possuam a noção de se planejar financeiramente .

Outrossim, as instâncias de ensino junto com o Ministério da Educação devem promover é ministrar palestras, para pais e alunos, com a finalidade de instruí-los como construir uma educação financeira eficiente no ambiente familiar, gerando, dessa forma, uma normalização dos jovens com esse tema para, assim, melhorar esse cenário de desorganização econômica presente no Brasil. Assim gerrando uma nova geração onde a educação financeira faz parte do dia a dia de cada um .