A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 15/05/2020

De acordo com o ativista político Martin Luther King, a educação é o caminho para uma sociedade melhor. Tal perspectiva abrange uma infinidade de segmentos, inclusive o da economia brasileira, quando trata-se da Educação financeira. Sendo assim, é de extrema importância a abordagem desse ramo na vida do cidadão,  tanto para o auto conhecimento e controle, como para a progressiva adaptação ao modo capitalista de vivência, ao qual a globalização mundial se baseia e aplica.

Em primeira análise, o mundo atual vive um momento de grandes agitações e pluralidade, ao ver que a multipolaridade global atinge os indivíduos de uma maneira objetiva e baseada no capital. Nesse viés, o sociólogo Karl Marx fala sobre a obsolescência programada no mundo atual, resumindo-se ao ciclo constante de uso e troca dos materiais tecnológicos adquiridos. Sendo assim, torna-se indiscutível a necessidade da implementação da educação financeira a todos os públicos. Além disso, o choque dos jovens brasileiros ao entrar no mercado de trabalho sem ter uma parcela de percepção financeira, pode acarretar em um acúmulo de prestações e dívidas, que ocasiona uma verdadeira “bola de neve” que será induzida e carregada até a vida adulta, caso não haja a educação.

Em segunda análise, o capitalismo exige da sociedade, e principalmente do setor econômico, uma séria de ações a fim de progressão social. Nesse sentido, o economista dito como “Pai da economia”, Adam Smith, relaciona a educação financeira como algo inerente ao ser humano, que será adquirida de forma passiva nas relações de trabalho cotidianas ou de maneira ativa perante os estudos, sendo essa última uma forma mais abrangente e educativa. Apesar da forma passiva defendida pelo economista ser real, cerca de sessenta e cinco milhões de brasileiros fecharam o ano de 2018 com dívidas, de acordo com o website “UOL”. Nessa análise, perdura o questionamento sobre a base educacional financeira no Brasil e suas aplicações, visto que os investimentos no país transfomaram-se um assunto dito como científico e inacessível, no qual deveria ser de entendimento geral.

Portanto, a fim da melhoria educacional financeira no Brasil, O Ministério da Economia em parceira com o Ministério da Educação, deve aplicar nas escolas nacionais o projeto “Educa a carteira”. Nele, será trabalhado em aulas educativas e interativas para os jovens o desenvolvimento financeiro e suas infinitas áreas, no viés de aprendizado ativo, dito por Adam Smith, para progresso social. Outrossim, é necessária também pelo Ministério da Economia, a implementação de políticas públicas educativas de caráter midiático sobre a educação financeira, na intenção de alertar a sociedade sobre as vantagens e os perigos, respectivamente, na relação do entendimento ou ignorância acerca do tema. Nesse caminho, o Brasil estará no progresso social adaptativo e entrópico do capitalismo global e seus meios.