A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 17/05/2020
No filme brasileiro, Até que a sorte nos separe, o personagem principal tem sua rotina transformada ao ganhar na loteria. Em dez anos, ele e sua mulher ficam falidos por não saberem administrar o dinheiro. Saindo da ficção, nota-se que essa é uma situação comum na vida dos brasileiros devido a falta de educação financeira. Dessa forma, é necessário discutir as consequências da ausência dessa educação financeira, bem com o porquê da sua importância.
É fundamental notar que a cultura do consumismo exacerbado, é um dos principais problemas da falta de educação financeira. Isso ocorre, pois embora a industrialização ocorrida no Brasil tenha proporcionado a efervescência no processo de bens de consumo duráveis ou não, muitos cidadãos não tiveram uma educação financeira para lidar com às implicações frente a esse novo modelo. Os consumidores passaram a adquirir não somente bens necessários, mas também a comprarem produtos apenas para causar “boa impressão” a outros atores sociais contribuindo para dívidas e inadimplências. A exemplo disso, foi o incentivo na compra desmedida de carros no governo de “JK” que causou, uma inflação alarmante no país. Logo, vencer essa cultura de gastos desenfreados é imprescindível.
Pontua-se, também, que os benefícios da educação financeira não ocorrem apenas para o indivíduo que se conscientiza, mas para a sociedade como um todo. Isso, porque se o público consumidor aprende a controlar melhor suas finanças o índice de inadimplência diminui e passam a ter um melhor controle de seu orçamento, cortando itens desnecessários. Além disso, é necessário que as famílias saibam sobre educação financeira para que possam orientar e ensinar os jovens desde cedo, com a finalidade de que eles desenvolvam hábitos corretos e apliquem na vida adulta. Prova disso é uma pesquisa do SPC que diz que mais de 40% dos brasileiros inadimplentes têm entre 25 e 29 anos. Assim, deve-se garantir condições para o aprendizado da população a respeito dessa problemática.
Portanto, faz-se necessária a conjuntura entre família e poder público para reverter o cenário atual. A família, por sua importância na formação do indivíduo, cabe o papel de orientar as crianças e os adolescentes a respeito da educação financeira para que aprendam a gastar de forma consciente. Por sua vez, o Ministério da Educação, por seu papel de formação da população, deve inserir nas escolas públicas e privadas desde o ensino básico até o ensino médio, aulas de educação financeira com profissionais qualificados, através de leis que tornem obrigatória esse tipo de situação. Além disso, o Governo deve conscientizar a população, por meio do financiamento de campanhas educativas e propagandas que sejam transmitidas nas principais mídias sociais, a consumir de forma equilibrada, para que episódios de inadimplência e consumismo fiquem apenas na ficção.