A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 18/05/2020
A educação financeira é um dos pilares de construção para uma cidadania adequada. Nesse sentido, esse tipo de instrução deveria ser assíduo no contexto de vida dos brasileiros e garantido pelo Estado, pois é, também, por meio dela que o cidadão se livra das “amarras” da sobrevivência social, o que contribui não só para uma nação econômica saudável, bem como na corroboração da causa final Aristotélica: a eudaimonia, ou seja, a felicidade. Entretanto, a omissão da Federação e as consequências da falta de planejamento são fatores que desafiam a consolidação dessa educação.
A priori, a educação financeira liberta e proporciona potenciais para quem a detém. Diante desse contexto, o Estado e as iniciativas privadas se aproveitam da pouca presença dessa educação entre o brasileiros, pois sem ela eles não têm o potencial de discenir seus investimentos e acabam em dívidas, as quais estão além do seus orçamentos, dos quais tampouco detém conhecimento. Ainda nesse sentindo, a importância da educação financeira, ou seja, dominar seus investimentos e o que é permitido dentre as margens de seu orçamento é uma maneira da sociedade brasileira conhecer os meios de produção de riquezas e estreitar relações com esses meios, pois, de acordo com o economista Eduardo Moreira, o desconhecimento do seu próprio capital afasta oportunidades de um investimento rentável e aproxima as “correntes” das dívidas e da probreza.
Além disso, a ausência da educação financeira na vida do cidadão pode causar danos à estrutura social e potencializar o crescimento da pobreza e miséria, que já são alarmantes no Brasil. Diante disso, a famosa fábula da “Formiga e a Cigarra”, na qual a formiga trabalha, acumulando “riquezas” para o futuro, enquanto a cigarra apenas usufrui o momento, pode nos explicar a proprensão de uma sociedade cada mais endividada, tal qual a cigarra, por falta de um planejamento, justamente, pela ausência de uma instrução financeira, a qual previne o empobrecimento e a “escravidão” da população, assim como a cigarra ficou “escrava” da formiga ao depender da ajuda dela.
Portanto, para que seja evitado um possível colapso econômico e empobrecimento da sociedade, cabe ao Ministério da Educação inserir a educação financeira nas grades curriculares de todas instituições de ensino, para instruir a população, desde criança até aos adultos, a dominar seu orçamento e promover a economia por meio de debates-aula com a presença de docentes economistas. Ademais, para que a população não seja “escrava” e atinja sua felicidade política, social e econômica, o Ministério da Economia deve fiscalizar, por meio de “software”, os valores dos juros das iniciativas privadas perante a liberação de multas em caso de injustiça e cobranças excessivas que tiram vantagem da população brasileira e potencializa a concentração de renda.