A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 20/05/2020

Como dizia o educador Paulo Freire “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Dessa forma, em um país como o Brasil, o qual 41% da população tem o nome sujo, segundo o SPC, é notável a importância da inserção da educação financeira na vida dos cidadãos. Nesse contexto, é fundamental analisar a relevância do gerenciamento de finanças na sociedade e também as influências da mídia no consumo exacerbado de produtos.

A princípio, a falta de informação sobre a administração de finanças contribui com o acúmulo de dívidas, pois, cidadãos sem conhecimento a respeito de planejamento financial tendem a usar seu dinheiro de forma inadequada. A prova disso é que de acordo com o Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor  o número de pessoas endividadas no Brasil chegou a  disparatados 61 milhões. Ademais, a ausência de uma vida financeira equilibrada corrobora à incidência de problemas de saúde relacionados à ansiedade, a lembrança do endividamento é interpretada pelo cérebro como uma ameaça e aciona a produção do cortisol e da adrenalina, hormônios associados ao estresse, os quais, desencadeiam diversas alterações no organismo como úlceras, rugas e insônia.

Outrossim, conforme Rousseau, filósofo iluminista: " O homem é o produto do meio", ou seja, o indivíduo reproduz em suas vidas àquilo que vivencia no cotidiano, isto é, o consumo exacerbado cada vez mais estimulado pelos meios de comunicação. Dessa maneira, as pessoas passam a ignorar, por exemplo, a necessidade de investir em itens básicos como contas de água e luz, priorizando todavia, a aquisição de bens materiais, como o uso de roupas de grifes, que oneram o orçamento. Por exemplo, cerca de um terço dos ganhadores de loteria vão à falência apenas alguns anos após receberem os primeiros milhões, consoante pesquisa realizada nos Estados Unidos. Uma vez que, o enriquecimento súbito e a incapacidade de administração do patrimônio muitas vezes levam as pessoas ao descontrole financeiro, pondo em vista, a relevância do conhecimento a cerca da organização de bens.

Portanto, é irrefutável o comprometimento do Ministério da Educação juntamente com o ENEF (Estratégia Nacional de Educação Financeira). Então, devem incluir a disciplina de educação financeira de forma obrigatória em todas as instituições de ensino do país, desde o Ensino Fundamental até o Ensino Médio, por meio da reavaliação da lei 9.394 LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) e com a finalidade de formar uma nova geração de jovens com capacidade de administrar de forma consciente e responsável as suas finanças, a fim de evitar que eles sejam instigados pela mídia à consumir de modo supérfluo e diminuir o número de devedores no país, e por conseguinte a quantidade de pessoas com problemas de saúde ocasionados por estresse.