A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 22/05/2020
No Brasil, desde as oligarquias do século XIX, o maniqueísmo do acúmulo de riqueza e cúmulo de pobreza torna-se cada vez mais aparente. Por isso, hoje, nem todos os cidadãos tem a possibilidade de gozar de suas liberdades por não terem acesso ou não saberem administrar seus ganhos. Entretanto, a educação financeira mostra-se uma alternativa importante, que tem a capacidade de alterar a realidade de muitos brasileiros, salvá-los das dívidas e até mesmo gerá-los algum lucro. Portanto, essa educação não somente liberta a sociedade da dívida como também de uma possível exploração gerada por ela.
A priori, devido a importância da economia na sociedade capitalista, infelizmente as liberdades pessoais estão diretamente ligadas à liberdade econômica. Dessa forma, saber administrar, com a ajuda de mediadores, o dinheiro que chega é uma saída a fim de evitar equívocos que comprometam a sua atuação como cidadão. Visto que, segundo o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), mais ou menos 63% dos brasileiros terminaram o ano de 2018 endividados. Assim, parte deles poderá no futuro destinar parte de sua renda a investimentos ao invés de destiná-la as seus débitos.
Além disso, ao saber dessa relação mutualística da liberdade pessoal com a financeira, torna-se de extrema importância o conhecimento da gestão do capital para desviar de uma possível exploração gerada por suas pendências. Essa, semelhante a realidade da Europa durante a primeira Revolução Industrial, a qual os trabalhadores se submetiam a quase todo tipo de exploração por falta de opções de obtenção de renda. Uma vez que ,hoje, parte da sociedade realiza trabalhos análogos à escravidão, a fim de almejar o gozo de plenos direitos assegurados pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e diminuir o tamanho do abismo social existente entre eles e aqueles que administram seu lucro baseado na exploração.
A importância da educação financeira, pois, na vida do cidadão ajuda a garantir a sua liberdade financeira e pessoal. Por isso, cabe então ao Estado -como mediador das relações entre a economia e a sociedade- inserir o ensino da gestão de renda e de negócios na grade curricular desde o ensino fundamental, para que possa garantir uma boa aplicação desse conhecimento no futuro e incentivar o investimento interno na economia . Também, cabe ao Estado promover nas universidades de todas as areas, projetos em parceira com empresas - publicas e privadas- que incentivem o investimento e que tornem mais acessíveis as relações entre seus trabalhadores, garantindo assim a naturalidade desse processo.