A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 15/05/2020
O pensador Hebert Marshall, em seu conceito de aldeia global, afirma que as tecnologias assumem um papel de encurtar de distâncias. Partindo dessa análise, percebe-se que essas inovações ligam os continentes, mas quem, de fato, permite que isso aconteça é o capital. Entendendo, portanto, que os aspectos financeiros são essenciais para vida do cidadão no âmbito social, é importante debater sobre como a falta de educação nessa área pode gerar efeitos negativos, como o gasto inconsciente da população.
É preciso, inicialmente, compreender que o endividamento da sociedade brasileira está ligado diretamente a educação . É possível perceber isso a partir dos dados fornecidos pelo Serviço de Proteção ao Crédito, os quais afirmam que 41% da população adulta fechou o ano de 2018 com o CPF negativado. Tomando por base essa informação, é evidente que há uma grande falha no processo educacional financeiro brasileiro, já que essa porcentagem é apenas um reflexo de que ela não está sendo devidamente implementada. Isso acontece porque, quando as crianças não são preparadas para tratarem de situações como essas, geram adultos que não sabem se organizar financeiramente e resultam em pessoas endividadas.
Pontua-se, dessa maneira, como consequência do despreparo educacional, o consumo de forma inconsciente. Isso ocorre, principalmente, porque se criou, na sociedade, o hábito do consumo sem necessariamente ter dinheiro suficiente para tal e quem lucra cada vez mais com isso são os grandes bancos, já que aos olhos dos endividados, muitas vezes, essas agências aparentam ser a solucionadora do problema, quando, na realidade, prejudicam ainda mais aumentando os juros de uma maneira não viável ao consumidor. Dito isso, fica exposto a necessidade da edução financeira e a importância de adotar essa medida desde a educação de base, assim como disse Pitágoras " educai as crianças e não será preciso punir os homens".
Compreendendo, portanto, a eficiência da educação financeira, é fundamental que o Ministério da Educação, em virtude do seu poder social, adote medidas que auxiliem no aprimoramento desse ensinamento nas esferas educativas. Isso deve ser feito por meio da inserção do estudo financeiro na grade curricular, que pode ir desde a matéria isolada à implementação conjunta a outras disciplinas, para que, dessa forma, reduza exponencialmente a porcentagem de adultos endividados futuramente. Somado a isso,para auxiliar os adultos, o Ministério da tecnologia deve elaborar um aplicativo público para pessoas com dificuldades financeiras, que tenha por objetivo conduzir esses indivíduos a melhor estratégia para sair do vermelho, a fim de reduzir o número de adultos endividados.