A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 19/05/2020
“E agora,José?".A literatura do autor mineiro Carlos Drummond traz com peculiaridade a intervenção imediata dos problemas sociais no Brasil.Fora do tablado literário,a descontente realidade financeira de grande parte da sociedade brasileira se enquadra na perspectiva do progressivo crescimento de endividamentos,consequência do desconhecimento de gestão financeira.Em virtude do déficit educacional brasileiro,bem como o caráter consumista contemporâneo,estimulado pela mídia que mercantiliza e relativiza os desejos e necessidades.
A princípio,o sistema educacional brasileiro no que tange à formação e amplo desenvolvimento do senso crítico e da consciência social do indivíduo em vários setores da sua vida e do complexo social ainda é falho,reverberando-se na prática financeira e na não gestão econômica de sua renda.Segundo o pedagogo Paulo Freire,esse nefasto cenário é compreendido por uma “educação bancária” que informa sem formar,o qual o aluno é apenas um receptor dócil,representando o deficitário ensino brasileiro.No entanto,a educação deve ser conscientizadora,no qual contribua para compreender o mundo melhor,sendo capaz de pensar,refletir e analisar todos os âmbitos da vida,incluindo a consciência sobre os gastos e relevância de desejos e necessidades.Logo,essa formação crítica deve abranger o setor financeiro,de modo a educar financeiramente e auxiliar as pessoas a planejar e gerir sua renda,poupar e investir rompendo com a realidade de inadimplência.
Ademais,além do déficit em educação financeira e reflexão crítica sobre ações e influências,principalmente na esfera econômica.Nesse sentido,a era pós-moderna do consumismo se interioriza sob o senso acrítico do consumidor que é impulsionado pela mercantilização e relativização dos desejos e necessidades previamente programados dos indivíduos.Consoante aos estudos do sociólogo contemporâneo Zygmunt Bauman que depreende dessa realidade “consumo,logo existo”.Dessa maneira,com efeito social de vulnerabilidade e passividade à ação de mecanismos capazes de manipular o comportamento.Observa-se, portanto,desse cenário a importância da educação financeira e conscientizadora para a vida dos cidadãos.
É evidente,portanto,que ainda há entraves na promoção gestão financeira.Nesse viés,cabe ao Ministério da Educação efetivar medidas eficazes na introdução da educação financeira desde o infantil até o ensino médio,por intermédio de amplas matérias que proporcione a consciência crítica, desvendando o mundo financeiro além dos números,também no viés comportamental e humano em relação ao fazer e o ter e como gerir.A fim de que as crianças levem para as famílias o aprendizado da educação financeira,fazendo a diferença na família e estimulando a autonomia desde criança.