A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 19/05/2020

Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de 2015, mais da metade dos jovens brasileiros de 15 anos não tem conhecimentos básicos sobre como lidar com dinheiro. Nesse ínterim, a educação financeira caracteriza-se como um fator de extrema importância na vida do cidadão no que diz respeito à administração monetária. Entretanto, o descaso governamental junto à negligência familiar são fatores que impedem que essa seja uma prática constante.

A priori, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o percentual de famílias brasileiras com dívidas saltou para 66,2% em março do ano de 2020. Nesse sentido, é indubitável que tal realidade é consequência do descaso governamental no tocante a educação financeira dos cidadãos. De certo, pelo fato da economia do Brasil ser inflacionária e ter passado por diversas mudanças no padrão monetário, criou-se uma cultura que desestimula à poupança. Dessa forma, a ausência de orientação no tocante a administração monetária é um grande agravante do endividamento da população, uma vez que essa, por não ter uma conscientização prévia, acaba por acumular dívidas que, comumente, não consegue quitar.

Ademais, conforme uma pesquisa realizada pelo banco digital C6 Bank, apenas 21% da população brasileira teve educação financeira na infância. Nessa pespectiva, é incontrovertível a importância da família na formação de cidadãos conscientes no que diz respeito à administração do próprio dinheiro, uma vez que essa é uma das instituições que preparam os menores para a vida em sociedade. No entanto, essa instrução é negligenciada por boa parte da sociedade brasileira que não trata sobre essa temática com os pequenos, o que tende a resultar em indivíduos individados e irresponsáveis em relação às primeiras finanças. Certamente, em virtude da ausência dessa disciplina, a sociedade perde as potencialidades empreendedoras dos jovens que, sem orientação, não têm condições de desenvolverem um travalho efetivo nesse setor.

Em suma, medidas fazem-se necessárias no tocante à problemática. A princípio, o Estado, por meio da mídia, deve criar um programa chamado “Economize e Conscientize”, que oriente a população no que diz respeito a administração de suas finanças, com a presença de economistas, para que seja formada uma mentalidade financeira de forma a diminuir os índices de endividamento no país. Somado a isso, é necessária uma associação entre as famílias e instituições de ensino, para que essas desenvolvam de maneira interdisciplinar a educação financeira dos menores, de modo a criar cidadãos conscientes e contribuir para o desenvolvimento das potencialidades daqueles que desejam adentrar na área empreendedora. Somente assim tal didática cumprirá seu importante papel social.