A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 18/05/2020

Em meados do século XX, na grande crise de 1929, a bolsa de valores nas empresas estadunidenses entra em um verdadeiro colapso. Elevadas taxas de suicídio e falência de poderosas instituições financeiras foram algumas das consequências que marcaram não só a sociedade da época, como também o mercado financeiro global. A partir disso, faz-se necessário analisar a importância da educação financeira na vida do cidadão, bem como os desafios impostos para a implantação de tal prática no ambiente escolar - onde as crianças serão formadas com um planejamento financeiro.

É fundamental, inicialmente, compreender que a inserção da educação financeira na vida dos indivíduos contribui para uma melhor autonomia do cidadão no que diz respeito à gestão de recursos. Isso acontece porque, segundo Reinaldo Domingos, doutor em educação financeira, " o equilíbrio entre o ter e o fazer trabalha a consciência do ser humano no que tange à administração das finanças". Ou seja, a pessoa aprende a equilibrar e a gerenciar o dinheiro de maneira consciente, sem gastos exacerbados e investindo de maneira eficiente, por exemplo, em bolsas de valores. Para ratificar ainda mais tal importância, pesquisas disponíveis no site do UOL - Universo Online - mostram que cerca de 40% da população adulta do Brasil terminaram 2018 inadimplentes. Dessa forma, torna-se evidente a importância de controlar o dinheiro por meio do planejamento financeiro.

Entretanto, a capacitação dos professores e o atual sistema de ensino dentro das escolas são desafios que retardam a implementação da educação financeira no ambiente escolar. Tal fato ocorre devido ao ensino atual ser muito centrado na instrução, no ensinamento de fórmulas e teorias, na realização de exames que só avaliam o conhecimento científico. Dessa maneira, criam-se lacunas para o ensino informal, isto é, a educação que avalia, também, o comportamento das pessoas fora das escolas, o relacionamento dos indivíduos com a sociedade e, inclusive, o gerenciamento de recursos por partes dos alunos. Fato este que pode ser corroborado segundo Paulo Freire - educador e filósofo brasileiro - no que ele chama de “Educação Bancária”, ou seja, uma educação com pouca conscientização para atividades extraescolares.

Portanto, é de suma importância a participação das escolas e dos professores na valorização e na criação de atividades que estimulam, por exemplo, o aperfeiçoamento de práticas administrativas. Tal medida pode ser efetivada por meio de projetos que trabalham com o indivíduo a visão de futuro, a consciência das escolhas e até mesmo o gerenciamento das mesadas - reservando parte do dinheiro todo mês para a realização dos seus desejos pessoais e para outros objetivos profissionais -, a fim de formar um cidadão consciente dos gastos e das obrigações, complementando o ensino escolar formal.