A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 20/05/2020

O plano cruzado foi um conjunto de medidas econômicas realizadas por Sarney na tentativa de conter a inflação no Brasil naquele período de 1986, mas acabou fracassando. De maneira análoga, os problemas na economia são persistentes, o que destaca-se atualmente é a inadimplência dos cidadãos no que diz respeito a administração do capital. Dessa forma, cabe ressaltar a importância da educação financeira para o futuro e as consequências pela falta de tal.

A priori, segundo pesquisas da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), 40% dos brasileiros não guardam dinheiro, ou seja, são praticamente 90 milhões de indivíduos sem um bom direcionamento para destinação de seus recursos, gastando sem consciência. Com isso, fica evidente a necessidade de introdução da educação financeira desde o ensino básico, com foco principalmente na criação de um pensamento ético e moral para condução de tais recursos. Dessa forma, seria possível uma autonomia do indivíduo para condução de seu dinheiro, disponibilizando-se de conhecimento suficiente para investir no mercado e com a devida conscientização para não cometer dívidas desnecessárias, como compras em cartões, empréstimos em bancos com juros altíssimos.

Segundo Celso Furtado, o subdesenvolvimento no Brasil é um grande negócio, isto é, manter a desigualdade aliada a desinformação faz com que grandes empresas detenham lucro, exemplo disso são os bancos brasileiros. De acordo com dados da FGV (Fundação Getúlio Vargas), o Brasil é o 6º com juro mais alto em uma lista de 37 países, com isso, confirma-se o aproveitamento dos bancos diante da ignorância das pessoas sem educação financeira. Por conseguinte, esses indivíduos destinam seu dinheiro sem planejamento futuro, compras são feitas e parceladas em várias vezes, com o juros ali implantado, o que muitas vezes acarreta em inadimplência na hora do pagamento. Ademais, sem o controle correto da renda, a sociedade está sujeita a ter sua moral afetada, como por exemplo ao ter o nome no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito).

Portanto, diante do papel essencial da educação financeira para formação de indivíduos mais conscientes, é imprescindível que a escola aja em função da implementação dessa matéria como base no ensino regular por meio de aulas didáticas que mostrem a importância da aplicação dos juros no dia a dia. Além disso, podem ser feitas palestras com auxílio de economistas para debater e informar sobre o limite existente entre o total recebido e a quantia a ser gastada, juntamente com possíveis consequências quando isso não é estabelecido. Para que assim, autônomos financeiramente, os cidadãos possam desenvolver seus próprios planos econômicos.