A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 22/05/2020

Com a crise econômica atravessada pelo país nos últimos anos, e com a atual recessão que se instaura em decorrência da pandemia do novo coronavírus, é natural que as pessoas comecem a pensar em maneiras de poupar e melhor administrar o dinheiro - o que, evidentemente, é algo positivo. Entretanto, tal preocupação deveria surgir ainda na infância e se perpetuar por toda a vida do indivíduo, independendo de situações adversas que o forcem a tê-la. Nesse sentido, a educação financeira é de extrema importância na vida do cidadão, pois tende a torná-lo mais consciente e, dessa forma, mais competente para alcançar determinados sonhos e objetivos e, ao mesmo tempo, fomenta o empreendedorismo, beneficiando toda a economia.

A princípio, é necessário entender por que estar alinhado com os sonhos e objetivos é indispensável ao ser humano e como a educação financeira auxilia em tal processo. Nesse contexto, a “Teoria do Estabelecimento de Metas”, proposta por Edwin A. Locke e Gary Latham ainda na década de 1960, explica que, quando as metas estão claramente especificadas e são valorizadas, há a verdadeira motivação e, junta e consequentemente, parte da felicidade a qual todos almejam. Ao compreender isso, percebe-se a educação financeira como uma ferramenta essencial ao projeto de vida de cada um, uma vez que trabalha com a autoconsciência, o planejamento e o estabelecimento de novos comportamentos em prol de um fim específico. Desse modo, ao serem educados financeiramente, os cidadãos, além de evitarem as dívidas, se conectam com seus desejos, observando que são capazes de realizá-los e sendo, também, mais felizes.

Ademais, segundo dados levantados pelo Sebrae, cerca de 30% dos novos empreendimentos vão à falência num período de dois anos no Brasil. Dentre as principais causas para esse fenômeno, tem-se, sem sombra de dúvidas, a falta de planejamento adequado e o mau gerenciamento financeiro. Ambos fatores são trabalhados por meio da educação financeira, que poderia diminuir esse índice se, primeiramente, a população fosse instruída nesse sentido. Além de prosperar negócios, essa nova percepção será capaz de beneficiar a economia no geral, com a criação de novos empregos e o aumento da arrecadação tributária.

Logo, o Ministério da Educação deve implementar a educação financeira nas escolas em sua totalidade, por meio da capacitação dos professores das mais variadas disciplinas para abordar o assunto de modo transversal aos conteúdos, suscitando questionamentos pertinentes ao projeto de vida dos estudantes e integrando as famílias em projetos e atividades escolares. Assim, as próximas gerações terão informação e conhecimento a respeito do gerenciamento do dinheiro.