A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 15/05/2020

Com o fim da segunda guerra mundial, em meados do século XX, o mundo tornou-se cada vez mais conectado, ou seja, globalizado, o que criou uma grande sociedade de consumo. Esse cenário despertou uma maior necessidade no gerenciamento do dinheiro, o que demanda disciplina e comprometimento constantes. É sob esse viés que se faz necessário o investimento em educação financeira, pois além de ajudar a melhoria da economia do país, evita a inadimplicência e endevidamento da população.

Em primeira análise, segundo dados divulgados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), cerca de 61 milhões de brasileiros começaram o ano de 2020 com alguma conta em atraso e com CPF restrito. Tal cenário é um impasse para o avanço econômico do país, uma vez que, quanto mais pessoas estiverem endividadas e até inadimplentes, menos elas podem comprar e contratar, dessa forma, menos o comércio vende e, consequentemente, menor a produção industrial. Esse fato faz com que a economia gire cada vez menos, diminuindo a circulação de capital. Desse modo, é imprescendível o investimento na educação financeira do país, para que a sociedade saiba gerir seu capital e ter um maior planejamento mensal, evitando problemas futuros.

Em segunda análise, consoante ao sociólogo Sérgio Buarque, o brasileiro é um “homem cordial”, ou seja, age, muitas vezes, perante seus instintos e vontades, sendo, por momentos, impulsivo. Esse fato, quando aliado à carência de uma educação financeira, faz com que o número de cidadãos com descuido das finanças aumentem, consolidando os dados supracitados pelo SPC. Portanto, é de fundamental importância o ensino do gerenciamento de capital desde a infância, para que, dessa forma, o indivíduo entenda o universo do dinheiro e use as ferramentas possíveis para lidar com a sociedade de consumo, possibilitando a melhor decisão do que fazer com seu dinheiro.

À luz dessas constatações acerca da importância da educação financeira, portanto, cabe ao Ministério da Educação, junto ao Ministério da Fazenda, investir em palestras, debates e atividades que estimulem o consumo consciente, bem como o gerencimento do capital desde a infância. Isso por meio de profissionais na área educacional de finanças que atuem em escolas, universidades e ambientes de ensino. Ademais, o Estado deve criar maiores políticas públicas que auxiliem o cidadão a gerir sua renda, por meio da criação de ambientes, instalados em cada cidade, que estimulem à poupança e ensinem como juntar e aumentar a renda do indivíduo. Visando, desse modo, a diminuição do número de brasileiros inadimplentes e endividados, bem como a maior rotação da economia nacional.