A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 16/05/2020
O filme “Até que a sorte nos separe” traz a narrativa de uma família que possuía demasiada flexibilidade econômica e alcançou a falência devido ao consumo ostentativo. Tal problema com a falta de educação financeira não se restringe à ficção, posto que cerca de 63 milhões de brasileiros fecharam o ano de 2018 com o CPF negativado, segundo a SPC. Nesse ínterim, é possível afirmar que o ensino financeiro voltado para a gestão de gastos seguido pelo consumo consciente é um instrumento essencial que visa ao livramento de muitos indivíduos das amarras do endividamento financeiro.
De primeira, é importante salientar que os gastos são irremediáveis na conjuntura de vida atual, todavia, podem ser geridos de uma forma mais eficiente, visando a contornar o acúmulo de dívidas. Isso ocorre porque, segundo o físico Albert Einstein, a educação forma um ser pensante e, na pauta em questão, forma pessoas mais aptas a enxergar alternativas viáveis ao aperto econômico. Exemplo disso é exibido pela estudante e “youtuber” , Nathalia Rodrigues, a qual dá conselhos acessíveis e realistas, para quem possui até um salário mínimo, acerca de como,por exemplo, sair do vermelho ou contornar o cheque especial no final do mês, ensinando princípios básicos da gestão financeira para um público que espelha grande parte da realidade brasileira. Nesse sentido é indubitável que a educação financeira baseada no perfil de consumidor é necessária para liquidar o endividamento.
Ademais, a educação financeira é uma potencial transformadora do consumismo exagerado dos dias de hoje para um consumismo mais consciente. Esse fato se dá porque, segundo o Nobel da economia de 2017:Richard Thaler, o perfil comportamental do comprador atual é estreitamente vinculado à emoção. Tal conjuntura faz com que as empresas aproveitem-se dessa capacidade critica leviana dos compradores e lancem, cada vez mais, ofertas com forte apelo sentimental, perpetuando esse hábito relapso dos consumidores. Portanto, para dar fim a essa cadeia, a educação financeira apresenta-se como um retificação do comportamento acrítico adquirido pelo comprador moderno.
Por fim, algumas medidas devem ser tomadas para que a educação financeira seja incluída na sociedade brasileira. De primeira, os Governos Municipais, subsidiados pelo Governo Federal, devem oferecer cursos gratuitos acerca da gestão eficiente de gastos para contornar o acúmulo de dívidas pelos cidadãos. Com isso, será possível formar indivíduos aptos a enxergar alternativas viáveis ao aperto econômico. Em sequência, o MEC, que visa implantar a educação financeira nas escolas em 2020, deve capacitar os orientadores dessa matéria a debater acerca dos impacto do emocional na hora da execução de compras e estimular o equilíbrio emocional dos alunos. Dessa forma, a educação escolar formará um mercado consumidor consciente e racional .