A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 21/05/2020
Sob uma antiga perspectiva social, a educação financeira não era um pilar de extrema importância para o desenvolvimento pessoal e por consequência, o cidadão da atualidade enfrenta grandes desafios relacionados à administração de suas rendas. Nesse cenário, o investimento em jovens empreendedores e o combate ao excesso de consumismo são estratégias essenciais para a mudança de hábitos dos brasileiros.
É válido observar, de início, que as sociedades feudais entre séculos V e XV eram limitadas pelo sistema estamental, uma vez que a ascendência financeira era praticamente impossível entre os servos camponeses, os quais tinha a obrigação de pagar inúmeros impostos para sustentar o clero e a nobreza. Contudo, nos dias atuais, a população se encontra dividida em classes, que permitem maior mobilidade social entre elas. Por isso, essa visão precisa ser estimulada pela família e pelas instituições educacionais com o objetivo de evitar a perda de jovens com potencial empreendedor, os quais tendem a enriquecer a esfera financeira, trazendo inovações que podem mudar a maneira de comercializar no Brasil e no mundo.
No entanto, é possível notar, também, que apesar da oportunidade crescente de mobilidade social, a população brasileira não tem um bom senso crítico a respeito do capitalismo, já que se torna cada vez mais consumista. Esse problema é comprovado através de dados disponibilizados pelo Serasa (Centralização de Serviços dos Bancos), cuja pesquisa mostra que 25% da população com inadimplência são jovens de 18 a 30 anos. Isso ocorre, principalmente, por causa do excesso de publicidade que é oferecida nas redes sociais, a qual fortalece a sociedade de consumo e a alienação de quem adquire produtos, apenas, para se enquadrar em alguma moda ou por status e não por necessidade.
É necessário, portanto, que a família estimule seus filhos, por meio de mesadas que sejam de acordo com a idade, a fim de aguçar o senso financeiro desde a infância e, ainda, estipular pequenos pagamentos mensais com a renda deles, como o lanche da escola. Ademais, as instituições educacionais devem, também, investir no desenvolvimento da educação financeira dos jovens, através da atribuição desse assunto na grade curricular, criando aulas que ensinem conceitos simples como, crédito e débito, até questões mais complexas, bolsa de valores, por exemplo. Por fim, o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) precisa regulamentar a quantidade de publicidade nas redes sociais, por meio de multas aos envolvidos nessa lógica capitalista, a fim de evitar jovens inadimplentes e alienados financeiramente nas novas gerações.