A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 16/05/2020
“O problema não é consumir, é o desejo de continuar consumindo”. Tal sentença regida pelo sociólogo Zygmunt Bauman, é evidenciado que o consumo excessivo pode afetar negativamente parte da população, especialmente, a situação financeira, por exemplo. Sendo assim, nota-se que surge a necessidade de evidenciar meios que facilite o controle monetário e o consumo de forma consciente. Portanto, entende-se que a educação ocupa papel importante na vida financeira da população, por ser formador do indivíduo e criador do senso crítico na sociedade.
É essencial, primeiramente, compreender que o ensino funciona como modulador social, formando, assim, o intelecto coletivo. Tomando como base a ideia do filósofo Immanuel Kant, o qual diz que “o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, entende-se que a aprendizagem, por meio da educação financeira, funciona como “alfabetização” monetária, reforçando o combate ao gasto e consumo excessivo. Logo, a forte presença do ensino contribui para a formação de uma sociedade embasada no conhecimento sobre o controle do próprio dinheiro, e formas de usá-lo de maneira eficiente e positivas, que tragam consequência proveitosas.
Convém pontuar, ainda, que a educação serve como auxílio para a criação de um senso crítico, evitando a alienação populacional, devido ao seu poder de instrutor social. Segundo Paulo Freire, pedagogo brasileiro, a educação tem o poder de conscientizar, ao inquietar o ser, e tem a capacidade de libertação, quando compreende-se a própria condição. Com isso, o ensino financeiro funciona como criar de seres inalienados, evitando a adesão de estilos de vidas prejudiciais e que levem a falência monetária. Então, a aprendizagem leva o indivíduo a ser formatador de sua própria opinião, evitando, assim, tragédias financeiras e a pobreza.
Nota-se, portanto, que a educação de localiza-se de forma indispensável na vida financeira do cidadão, por conseguir moldar a sociedade e desenvolver pensamentos críticos e conscientes. Sendo assim, cabe ao Governo Federal, por ser organizador social, em conjunto ao Ministério da Educação, como mediador do ensino brasileiro, introduzir de forma eficaz a matemática financeira na escolas, por meio da pedagogia de projeto, ou seja, ensino com experiência e práticas habituais. Dessa forma, o entendimento sobre questões financeiras será difundido desde cedo nos jovens. Ademais, cabe às famílias, por serem transmissores primários de costumes, o exemplificar o uso monetário consciente, por intermédio brincadeiras de venda e compra, que entretém e ensina as crianças. Assim, poder-se-á ter uma sociedade que compre, mas também tenha o entendimento da importância do saber financeiro, e o problema do desejo de continuar consumindo acabe.
Convém pontuar, ainda, que a escolaridade financeira potencializa e molda o senso crítico da sociedade, influenciado para a criação da consciência monetária responsável.