A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 20/05/2020

Na obra cinematográfica “O menino que descobriu o vento”, é retratada a história de um garoto que tem sua vida transformada a partir da educação, por meio de livros que ajudam-no a mudar sua realidade. Fora dos tablados da ficção, é evidente que a educação, sobretudo a financeira, tem poder transformador na vida das pessoas, sendo uma ótima ferramenta para o planejamento do cidadão. Dessa forma, é perceptível que sua ausência ocasiona o aumento da inadimplência, bem como a falta de gerenciamento de gastos, sendo, portanto, aspectos que precisam ser analisados.

A princípio, segundo o filósofo contratualista Rosseau, o homem é produto do meio. Nesse sentido, o indivíduo tem a tendência de absorver e reproduzir as ações encontradas no cotidiano. Entretando, a ausência de uma educação financeira impede que o processo de conhecimento exista e ocasiona gestões impensadas que promovem o acúmulo de dívidas. Dessa maneira, é imprescindível que a educação financeira seja implantada na escola ainda nos anos iniciais, para que o indivíduo absorva ainda na infância práticas que o estimulem a gerir de forma correta as futuras aplicações monetárias.

Outrossim, de acordo com a máxima socrática, o homem comete erros devido à própria ignorância. Desse modo, atrelado a ausência do ensino sobre educação financeira, está a falta de conhecimento que ocasiona, por conseguinte o não gerenciamento de gastos pessoais e consequências de uma má gestão financeira pessoal, como é o caso de 41% da população ativa que possuem CPF negativado devido a contas atrasadas, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), em 2018.

Torna-se evidente, portanto, que é necessário que Escola e Estado atuem em protocooperação. Cabe a escola introduzir o ensino financeiro ainda nos anos iniciais, por meio de aulas práticas, para que o indivíduo entenda ainda na infância a importância que aquilo produz no futuro. É dever do estado ofertar à população o ensino prático, por meio de palestras gratuitas e o investimento de aulas nas escolas públicas, com o fito de que uma menor população apresente seu nome negativado devido a dívidas ocasionadas muitas vezes, pela falta de conhecimento sobre o assunto. Dessa maneira, chegar-se-á em um país no qual o controle de gastos será não a última solução, mas sim uma alternativa para evitar futuros prejuízos.