A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 22/05/2020

De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a disciplina de educação financeira deve entrar na grade curricular de alunos do ensino infantil ao médio a partir do ano letivo de 2020. Diante disso, escolas da rede pública e privada devem remodelar seu modo de ensino a fim de integrar a nova matéria na rotina dos estudantes. Em síntese, destaca-se a importância da educação monetária no processo formativo do cidadão, portanto, medidas para ampliar a inserção da disciplina nas escolas devem ser evidenciadas com debates sobre empreendedorismo entre professores e alunos, além de incluir aulas práticas sobre investimentos.

Em primeira análise, para que as aulas de educação financeira funcionem na prática será necessário que debates sobre empreendedorismo entre professores e alunos seja colocado em pauta. Esse cenário busca fomentar a capacidade crítica individual, e posteriormente, organizar as ideias de cada um com o intuito de formular estratégias para flexibilização de capital. Dessa forma, além de desenvolver a capacidade do estudante pensar financeiramente por conta própria, o cidadão será formado desde a tenra idade para a vida adulta. Ainda nesse contexto, segundo o jornal UOL, dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), indicam que em 2018, 41% da população economicamente ativa encerrou o ano inadimplente. Tal notícia é válida para ressaltar mais uma vez a importância da educação financeira para o futuro, visto que, os jovens sairão da escola capacitados para administrar o seu próprio dinheiro, atenuando assim, o número de dívidas de modo a reduzir drasticamente o crédito negativo entre a população.

Outrossim, aulas práticas sobre investimentos devem ser aliadas ao ensino para que a conjuntura supracitada funcione em harmonia. Nesse viés, as aulas servirão para ensinar como o dinheiro pode se tornar rentável oriundo de aplicações financeiras e gerar consciência ao gastá-lo. Analogamente ao conceito de “educação bancária” de Paulo Freire, é salientado que, informar sem formar o cidadão é algo equivalente a um caixa, o dinheiro é apenas depositado sem possuir outro tipo de função inerente. Infere-se, portanto, que além do estudante ter ciência administrativa perante seu capital, aprender a multiplicar a renda, seria mais um passo para a construção e o alicerce de um patrimônio estável.

Depreende-se, portanto, que a educação monetária é extremamente relevante para a capacitação de um indivíduo opulente. Assim, compete as esferas governamentais do Ministério da Economia em sinergia ao da Educação, promover palestas com profissionais capacitados em centros educacionais, auxiliando professores de forma a integrar novos conteúdos da disciplina na rotina acadêmica do estudantes a fim de que ideias de uma geração futura possa de fato ser consolidada no país.