A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 21/05/2020
O cenário econômico do Brasil é caótico desde 2014: crises econômicas, desigualdade social, corrupção etc. Diante disso, se torna necessário ter um conhecimento básico de educação financeira, a fim de que a população mais pobre e endividada possa manter um padrão de vida adequado. É preciso encontrar um método de sobreviver a tudo isso, embora a situação seja injusta. Quanto a isso, o Estado pode tomar previdências e garantir que os cidadãos tenham um estudo financeiro.
Primeiramente, é importante citar as estatísticas relacionadas à desigualdade social no Brasil. Ela se dá por meio de disparidade de renda, por exemplo. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 45 milhões de brasileiros vivem com uma renda mensal inferior ao valor de um salário mínimo e 15 milhões se encontram em situação de extrema pobreza. Em face a tais circunstâncias, muitas comunidades étnicas ou oriundas de favelas, por exemplo, têm compartilhado cada vez mais conteúdo financeiramente educativo, já que são fortemente afetadas pelo contexto. Um exemplo é a “youtuber” Nathália Rodrigues, conhecida como Nath Finanças, que se tornou extremamente conhecida por gravar vídeos sobre o tema direcionados a pessoas de baixa renda. Ela afirma que realiza tal trabalho visando ensinar essas pessoas a gerir sua situação econômica de uma maneira acessível e compreensível.
Além disso, também é crucial compreender que a educação financeira é de grande utilidade para pessoas endividadas. Conforme divulgado pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, 63,2% das famílias brasileiras tinham dívidas em 2016. Ademais, de acordo com o SPC Brasil e o CNDL, em 2018, 62,6 milhões de brasileiros possuíam alguma conta atrasada ou o CPF em negativo. Aulas de gerência de finanças seriam muito eficazes para essas pessoas, pois através delas, o indivíduo procuraria maneiras de utilizar seu dinheiro consciente e inteligentemente. Faz parte da cidadania saber lidar com a economia, principalmente em meio a uma sociedade capitalista e tão desigual, como foi mostrado. Assim, uma vez que a escola tem o objetivo de formar cidadãos, inserir esta matéria no currículo dos estudantes é essencial para que, no futuro, estes tenham um bom controle de seus ganhos e gastos.
Por fim, conclui-se que o Ministério da Educação precisa incluir aulas de educação financeira na grade curricular dos alunos de ensino fundamental e médio. O objetivo é educar esses jovens adolescentes de maneira compreensível e abrangente, em escolas públicas e privadas, com a supervisão de adultos qualificados e a fim de que as dificuldades possam ser superadas mais facilmente.